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Aprendi tarde que Twitter não é rede social

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

 

Sempre achei o twitter o serviço diferente, aliás, sempre encontrei dificuldades em enquadrá-lo em algum termo habitualmente usado na internet. Não é de hoje que vejo alguém comentando que o twitter não é uma rede social, pois a rede social presupõe a troca de amizades intra-usuários. O Twitter e sua eterna crise de identidade. Aliás, até meados de agosto quando minha conta era usada com frequência, eu sempre busquei a interação, coisa que só agora venho saber que não faz parte das características do serviço. Pode ser que pra alguns pessoas isso não tenha a menor importãncia, mas pra mim segnifica muita coisa.

 

Auto-DM

 

 

Kevin Thau, vice-presidente de negócios e de desenvolvimento corporativo do Twitter, anunciou que a a rede de microblogging mais popular do mundo não é uma rede social. “O Twitter é para notícias. O Twitter é para conteúdo. O Twitter é para informação”, disse. [blogs.estadao.com.br]

 

Durante o I Congresso Iberoamericano sobre Redes Sociais, realizado na Espanha, a responsável pelo processo de internacionalização do Twitter, Laura I Gómez, tentou acabar com a polêmica sobre a classificação do serviço de microblogs. Segundo ela, o site é “uma rede de informações”.

“Twitter não é uma rede social, não implica ter relação entre usuários. É uma rede de informação”, disse Laura. Na ocasião, a profissional pôs em dúvida o protagonismo do Twitter na mobilização egípcia, que culminou com a destituição do presidente Hosni Mubarak, no governo por três décadas. “(...) Não é uma revolução tuiteira. É uma revolução social. Converte-nos em cidadãos do mundo”. [http://www.metagov.com.br]

 

As redes sociais, na minha concepção, são serviços criados tendo como principal característica a interação, trata-se de um ambiente de troca de conhecimentos entre os diversos usuários presentes no serviço. Verdade é que eu nunca consegui muita interação no twitter. Pra se ter uma ideia eu frequentei o serviço por aproximadamente 2 anos, período no qual eu consegui exatos 714 seguidores. No quase novel Google+, com apenas 1 ano de frequência no serviço eu já tenho mais de 10.000 pessoas me circulando.

 

Popularidade, sucesso, interação, o que mesmo você busca nas redes sociais?

 

Penso eu que a limitação de caracteres seja o principal entrave pra que o twitter seja considerado uma rede social, conforme o assunto, é praticamente impossível discutí-lo usando somente o limite de 140 caracteres. Algumas explanações, pra que se tornem claras, exigem uma número muito maior de caracteres.

 

Percebo, sem querer cuspir no prato que comi, que o twitter é um serviço muito elitista. Onde poucos usuários, que possuem mais contatos, ditam os nortes do serviço de forma bem corporativista. Não é de se estranhar que a grande maioria dos usuários dificilmente consegue algo mais do 5.000 seguidores no seu perfil. Na verdade penso que o twitter tem como principal característica a divulgação de serviços, não se configurando como uma alternativa de um canal de interação.

 

As redes sociais e a falta de interação

 

Não é atoa o twitter não pode ser considerado um concorrente de outras redes sociais como o Orkut, o Facebook ou o  Google+. Nesses serviços vê-se claramente que o principal intuito das pessoas é gerar discussão nas suas postagens. Enquanto que no twitter a principal característica é a divulgação ou repassse de conteúdo.

 

Recentemente nos site… saiu uma matéria ressaltando a queda na adesão ao twitter, provavelmente as pessoas que buscam interação estão migrando do serviço para outras que tenham essa característica, eu sou um desses casos.

 

O escritor José Saramago em 2008 sentenciou sobre o twitter: “Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido".

 

Só tenho a lamentar o tempo que perdi no serviço tentando manter um canal de diálogo com algumas pessoas, na verdade elas não estão ali para interagir, mas para divulgar seus produtos ou serviços. Desejo vida longa ao serviço, mas reconheço que esse tipo de característica do twitter não me apetece. Quero um lugar onde a troca de informações e discussões seja possível e não apenas um canal de divulgação de algo.

 

Pra quem busca interação nas redes sociais recomendo que aderiam ao Google+, lá sim é possível manter um canal de diálogo entre as pessoas, sem limitação de caracteres e com várias opções de limitação aos conteúdos indesejáveis. No meu entender a troca de experiências é que tornam as redes sociais interessantes, a possibilidade de estreitar contatos com pessoas de diferentes regiões ou países é que me fascina.

 

Não sou muito fã do Facebook, mas isso é um questão pessoal. O que eu vejo por lá é muita gente postando mas poucas pessoas interagindo. Particularmente gosto de temas polêmicos, de discussões em alto nível sem ofensas pessoais, características que acabei encontrando no Google+.

 

Portanto é importante você analisar o que você deseja antes de aderir a um determinado serviço, pois cada um possui suas nuances, busque aquele que mais se aproxima dos seus anseios. Agindo desta forma você não corre o risco de ficar praguejando um serviço por causa do tipo de interação proporcionada ou da inutilidade e ineficiência. Lembre-se, sua rede social é exatamente aquilo que você fez dela.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Circule no Google+.

Carta aberta ao Twitter

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Querido ex-amigo twitter, há tempos me deixei seduzir pelos seus encantos, mais precisamente em meados de 2007. Você prometia ser um serviço bacana, cheio de funcionalidades, onde era fácil fazer amizades. Tive a grata satisfação de conhecer pessoas bacanas, que me proporcionaram ótimas discussões e aprendizado.


navio

 

Aprendi com você um novo conceito de rede social, já que nunca fui muito fã do Orkut. Nesse quesito você chegou pra preencher uma lacuna que há tempos os usuários das redes sociais reivindicavam, um local onde houvesse troca de ideias, onde a interação fosse a mola propulsora de um novo tempo.


Você me propiciou coisas interessantes, momentos felizes, conquistas pessoais interessantes e acima de tudo uma oportunidade de divulgar meu trabalho como blogueiro. Vivenciei muita coisa bacana durante esses cincos anos. Conquistei alguns contatos que levarei pra sempre pelo caráter e dignidade demonstrados, porém, igualmente levarei experiências altamente negativas de pessoas sem caráter e oportunistas.

 

Infelizmente você não atende mais meus anseios como rede social, pois aparentemente virou um balcão de negócios, onde o ter tem muito mais valor do que o ser. Seus usuários não se interessam mais por outra coisa que não seja usá-lo como ferramenta de negócios.

 

É fato que você não possui a menor culpa sobre o que os usuários fazem com os serviços oferecidos, porém acho que o procedimento monoteísta é contagioso e antes que eu me contamine eu prefiro abandonar o barco.

 

Tenho muita saudade dos áureos tempos de real interação onde os perfis eram mais humanos e menos robotizados, tenho saudade de alguns amigos que já abandonaram o serviço pelos mesmos motivos elencados por mim, ou por outros que não vem ao caso.

 

Aquele que sabe quando tem bastante, não cairá no ridículo. E aquele quando deve parar, não correrá perigos. [Lao-Tsé]

 

Caro amigo, você já me conhece há algum tempo e sabe bem que não sou de abandonar as coisas facilmente, sem lutas ou tentativas. Refleti muito antes de tomar essa decisão e reconheço que não faço isso com alegria, mas pra mim isso tudo já é passado. Espero que os demais usuários façam bom proveito dos seus serviços e que se conscientizem que rede social é um local que conecta pessoas e não uma mera ferramenta de divulgação.

 

Fica desde já registrado meu reconhecimento pelos inúmeros episódios  bacanas propiciados, espero sinceramente que isto seja apenas um até breve e não um adeus definitivo. Continuarei com minha conta, mas apenas para divulgar links que julgar convenientes.

 

Parafraseando e adaptando a frase histórica e Getúlio Vargas: saio do twitter para entrar pra outra rede social, menos egoísta, menos minimalista e mais interativa.

 

Quem quiser continuar me acompanhando de forma mais assídua é só circular meu perfil no Google+ https://plus.google.com/114207307968787912354/posts

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

O Twitter e sua eterna crise de identidade

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

 

Não é de hoje que o termo rede social passou a fazer parte do nosso convívio, sua origem remonta mais precisamente do ano de 1997 com o lançamento do Sixdegrees, que segundo o site do Correio Braziliense foi o primeiro site a possibilitar a criação de um perfil virtual combinado com o registro e publicação de contatos, o que viabilizou a navegação por perfis alheios.  As redes sociais como as conhecemos hoje, com milhões de usuários em todo o mundo, iniciaram suas atividades a partir de 2003. MySpace e Orkut foram as primeiras.

 

duvida-twitter[4]

 

Segundo o site Mestreseo: As redes sociais são formas de compartilhamento de informações, gostos e idéias entre usuários com os mesmos gostos e estilos.

 

Parece que esse escriba que vos fala sempre se equivocou no conceito ao ter o twitter como uma rede social. Para mim, o twitter  era uma rede de relacionamentos, onde pessoas ofereciam e buscavam interação e conteúdo.

 

Muitos dos que frequentam o twitter o têm como uma rede social e muitos outros especialistas também assim o consideram. Porém isso não é unanimidade e encontra várias correntes contrárias. A própria definição de rede social possui várias nuances senão vejamos:

 

# Redes Sociais são estruturas sociais virtuais  compostas por pessoas e/ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns na internet. [O Gestor]

# Redes Sociais são o meio onde as pessoas se reúnem por afinidades e com objetivos em comum, sem barreiras geográficas e fazendo conexões com dezenas, centenas e milhares de pessoas conhecidas ou não.[Administradores]

# Rede social é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. Uma das características fundamentais na definição das redes é a sua abertura e porosidade, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes. "Redes não são, portanto, apenas uma outra forma de estrutura, mas quase uma não estrutura, no sentido de que parte de sua força está na habilidade de se fazer e desfazer rapidamente." [Wikipédia]

 

Já o conceito de mídias sociais, que segundo a Wikipédia, precede a Internet e as ferramentas tecnológicas - ainda que o termo não fosse utilizado. Trata-se da produção de conteúdos de forma descentralizada e sem o controle editorial de grande grupos. Significa a produção de muitos para muitos.

 

Porém, é natural que quando não existe uma definição consensual sobre algo  sempre há pessoas tentando dar alguma categoria para aquele “treco”. Neste ínterim o twitter é um bom exemplo disso. Percebe-se que não existe um consenso na definição deste serviço, uns o consideram uma rede de relacionamentos interpessoal, já outros o definem como uma mídia social e ainda existe um outro grupo que consideram que ele não é um nem outro.

 

Por analogia, penso que o twitter é na verdade uma mídia social, já que é a definição melhor se encaixa no que atualmente vemos por lá. Porém também não tenho essa certeza.

 

Para mim,  já algum tempo o twitter deixou de ser uma rede que integra pessoas, para ser uma rede de negócios e como tal os relacionamentos nesse espaço cada dia se tornam menos informal e mais profissional.

 

Em recente visita ao Brasil Biz Stone, um dos fundadores do Twitter, afirmou em coletiva para a imprensa que não vê o serviço como uma rede social. Para ele, numa rede as pessoas precisam seguir as outras e serem seguidas por elas, trocando informações. E não é exatamente isso que ocorre no Twitter.

 

Ok, o twitter parece passar por uma crise existencial constante, onde grande parte dos  frequentadores não sabem exatamente o querem ao aderirem o serviço. Alguns pensam em expandir relacionamentos e conhecimentos, outros em se auto promover, outros em promover seus produtos e ainda existem aqueles que até hoje não sabem pra quê entraram.

 

Fato é que, pra mim, que frequento esse minifúndio midiático desde os idos anos de 2007, é perceptível as mudanças ocorridos nos usuários deste serviço. Anteriormente era comum a troca de informações e interação, atualmente isso já não acontece com a mesma frequência. A maioria prefere utilizar o twitter como ferramenta de negócios.

 

Admito porém que não sinto a mesma atração de antes pelo twitter e pela forma com que as pessoas o moldaram, gosto de interagir e expandir meus horizontes e, atualmente, isso não acontece com naturalidade no twitter. Até mesmo os antigos contatos que fiz quando do meu ingresso parecem não ser os mesmos, simplesmente deixaram se contaminar pela onda avassaladora da unilateralidade, pra não dizer egoísta. Gostava mais da fase fetal do serviço, onde os relacionamentos eram muito mais humano.

 

Como bem definiu Aristóteles, "O homem é, por natureza, um ser social". É natural que as pessoas busquem diferentes formas para interagirem e expandir os relacionamentos, as redes sociais são, sobretudo, o reflexo desse desejo humano. Mas percebo que esse feeling interativo não é mais prioridade no twitter, as pessoas estão muito ocupadas divulgando seus negócios ou serviços e não têm mais tempo para interagirem.

 

Talvez seja essa carência afetiva que me  faz gostar cada dia mais do Google+/Google Plus, em detrimento ao twitter. Pelo menos por enquanto, os usuários deste serviço ainda dispõem de algum tempo para se dedicar à figura humana e a trocar informações.

 

Ainda me faço presente no twitter, porém não sei até quando. Admito que as coisas ali já não me apetecem mais.

 

Não e atoa que conheço diversas pessoas que possuem verdadeira ojeriza do twitter, entre alguns famosos também é comum a resistência. Indagado sobre o serviço o escritor português José Saramago sentenciou em 2008: “Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido".

 

Percebemos que as relações interpessoais no ciberespaço têm cada dia mais se deteriorado, alguns acabam se esquecendo que por trás de um perfil, existe uma figura humana, uma pessoa que como tal possui uma história, uma experiência, exemplos de vida que podem ser compartilhados. Não podemos perder de vista que:

 

“Cada grande inovação em informática abriu a possibilidade de novas relações entre homens e computadores: códigos de programação cada vez mais intuitivos, comunicação em tempo real, redes, micro, novos princípios de interfaces… É porque dizem respeito aos humanos que estas viradas na história dos artefatos informáticos nos importam” (Pierre Lévy, 1993:54).

 

É elementar que alguns cuidados básicos são necessários na interwebs, muitas pessoas não exatamente aquilo que aparentam ser. Criar um perfil imaginário emoldurado com características fictícias, infelizmente tornou-se habitual nesse espaço. Mas também não podemos pensar que todo mundo que habita as redes sociais é bandido. Com o tempo a gente aprender a diferenciar o joio do trigo e aproveitar melhor o que cada um oferece.

 

“É no anonimato do “lugar virtual” que se experimenta solitariamente uma nova sociabilidade. O viajante pode caminhar por diversas infovias até encontrar o grupo ou tribo com que mais se assemelha, ou informações. Ao encontrar sua tribo, o indivíduo fixa-se neste endereço eletrônico e passa a experienciar e compartilhar de um lugar simbólico e marcado por relações de pertencimento de caráter ideológico, afetivo, sexual ou racial” (Carlos Alberto F. da Silva, 2007).

 

Verdade é que,  pra maioria, pouco importa saber se o twitter é uma rede social, mídia social  ou o que quer que seja, já que dificilmente alguém vai mudar a forma de utilização por causa disso.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

Novo TweetDeck chegou! Testei e não gostei

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Logo quando ingressei no twitter, em meados de 2007, já era bem comum o uso de aplicativos para facilitar a operacionalidade desta rede social. As opções eram variadas, mas creio que o mais popular sempre foi o TweetDeck, pois sua interface, em formato de colunas,  facilita muito seu manuseio.

 

Desde o lançamento até a presente data, muitas foram as inovações apresentadas nesse programa que agregaram diversas funcionalidades, tornando-o cada dia mais popular.

 

Prova disso é que em maio deste ano, o twitter acabou por adquirir o programa.

 

O Twitter adquiriu a ferramenta de gestão de tweets, o TweetDeck, em uma operação avaliada em mais de US$ 40 milhões, que não foi confirmada oficialmente mas foi anunciada nesta terça-feira pela emissora americana CNN.

Durante os últimos meses, o TweetDeck foi objeto de rumores de venda, primeiro pela UberMedia, que ofereceu entre US$ 25 milhões e US$ 30 milhões, e posteriormente pelo Twitter.

Para os analistas foi uma manobra defensiva da rede social para impedir que concorrentes administrassem o aplicativo. [Folha]

 

Como já era de se esperar, depois da referida aquisição uma nova versão do programa foi apresentada na última sexta-feira, dia 09/12. Além de upgrade geral na aparência o novo TweetDeck chutou para escanteio o Adobe Air que em síntese seria um grande avanço. Porém, penso que a nova versão desagradou não só eu como inúmeros usuários presentes nas redes sociais.

 

img_screenshot

 

Várias pessoas no twitter  reportaram o descontentamento com a nova versão, sendo que a maioria preferiu voltar pra versão antiga após testar a nova. De um modo geral as mudanças não me agradaram, vou elencar abaixo as principais deficiências detectadas por mim:

 

# Pra começar fiquei perdido sem saber onde digitar as mensagens, na versão antiga ela ficava disponível no alto da página, na nova versão é preciso clicar no ícone correspondente para acioná-la;

 

# A opção da coluna Newfollowers disponível na versão anterior, simplesmente desapareceu;

 

#  Na versão anterior as opções retweet, reply, DM e Favoritos, ficava disponível ao passar o mouse na imagem do perfil, na nova versão essas funcionalidades ficaram dispostas ao lado do username;

 

# Muitos ficaram perdidos com a configuração do som de aviso de novas mensagens, configuração disponível apenas quando você passa o mouse na parte superior ao lado dos nomes das colunas;

 

Creio que a nova versão precisará de muitos ajustes para torná-lo mais funcional. O ideal seria a aproveitar a plataforma anterior e implementar pequenos ajustes. De todas as inovações a única que de fato me agradou foi o design das cores, que passaram do amarelo e cinza, para azul e cinza, o que não é de todo uma vantagem pois azul é minha cor preferida.

 

De minha parte continuarei com a versão antiga até que sejam corrigidos e implementados novas opções que de fato tornem o novo TweetDeck mais atraente.

 

Por fim cito uma opinião do Guia do PC sobre a nova versão do TweetDeck: “Comparando com a versão antiga em Adobe AIR, o TweetDeck perdeu muitos recursos. Colocar localização e acessar perfis rapidamente a um clique foram para o além. Não há qualquer integração com o sistema operacional.”

 

#UPDATE 19/12: Pra quem não se adaptou à nova versão do TweetDeck, ainda é possível instalar a versão antiga através do próprio site do programa, é só clicar aqui e escolher a versão.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

Procrastinação, o Mal do Século

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

 

 

Na semana passada, o Zé Márcio postou no Twitter que eu e o The EDN estávamos em greve. Da parte que me toca, eu não neguei o fato e deixei claro que reivindicávamos intransigentemente o Piso Salarial Nacional [!].

 

ampulheta

 

Claro que tudo não passou de uma brincadeira, sendo o motivo da tuitada do companheiro , o  fato de não haver postagens minhas e do The EDN com a regularidade contratual n’Os Invicioneiros.

 

Muitos dirão que o mal deste século é a depressão. Muitos dirão que é o flagelo das drogas. Muitos dirão que é a Ivete Sangalo

 

Eu já acho que é a falta de Tempo. Para tudo nesta vida é necessário Tempo, que é tão precioso quanto gozar de boa saúde e  ter dinheiro para se gastar em “shoppings” e boates. Tanto é verdade que já tornaram-se provérbios as frases: “Tempo é dinheiro”; “O Tempo cura todas as feridas”; “Tempo no olho dos outros não arde”…

 

A vida de uma pessoa comum segue uma rotina circular em sentido horário, ditada pelo relógio do Tempo: descanso - família – trabalho – estudos – religião – lazer [Às vezes, não necessariamente nesta ordem ou excluindo-se um ou incluindo-se outro item.]

 

Eu me vejo um refém do Tempo. Corro, corro, corro e pareço não chegar a lugar algum. Algumas tarefas consigo cumprir, outras não. E a falta de tempo me faz perder sono e dinheiro.

 

Detesto me ver como um cara metódico, mas se houver alguma vacina para combater a procrastinação, por favor me informem!

 

Porém, como a Humanidade, em termos de ciência e tecnologia, nunca dorme, pelo menos hoje temos o Google, que nos faz poupar um tempo danado! É mais rápido e eficaz do que ter de levantar do sofá e pegar uma Barsa desatualizada na estante, que custou uma fortuna…

 

E se este “post” fez você desperdiçar o seu tempo, atente-se pelo menos para um detalhe: alcança sucesso quem melhor utiliza o seu tempo.

 

Já que você teve paciência de chegar até aqui, curta “Sobre o Tempo”, dos mineirinhos do Pato Fu:

 

 

 

 

Bonus Track”:

 

 

 

Bonus Track” 2:

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

A Praga dos Perfis Fakes e os Espertalhões do Twitter

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Segundo o Houaiss, espertalhão é: “que ou quem age, ou tenta agir, utilizando meios pouco honestos”. Quem é frequentador assíduo do minifúndio midiático que atende pela alcunha de Twitter, provavelmente já ouviu falar dos perfis fakes dessa rede. Os fakes são pessoas que fazem se passar por outrem, invariavelmente famoso, seja para angariar seguidores, com a intenção de lucro financeiro, ou fazer uma paródia com alguma pessoa de renome.

 

twitter_fake_small Imagem: Youpix

 

Dentre os perfis fakes mais famosos estão: Mussum, Hebe Camargo, Marido da Hebe, Cleber Machado, Rubens Ewald Fillo, Regina Duarte, Oscar Magrini, Maysa, Gloria Menezes, Eli Correa, Amaury Jr., Nair Bello, Xuxameneghell.

 

Não podemos negar que alguns desses elementos são extremamente divertidos e se transformaram em uma grande sacada para seus precursores. Ocorre que, como quase sempre ocorre no universo da internet, algumas dessas pessoas se utilizam desse estratagema para ludibriar a boa fé das pessoas e a intenção não é outra, senão enganar os incautos.

 

Na democracia cibernética, todos podem ter um Twitter, desde atores e atrizes famosos, até qualquer um que queira se fazer passar por famoso. Os motivos para os perfis falsos de twitter costumam ser o de prestar uma homenagem ou tirar um sarro. De qualquer forma, eles reservam bons momentos de diversão. [Obaoba]

 

Tá certo que vivemos numa democracia, que qualquer um pode criar um conta no twitter e até mesmo se passar por outrem; esses perfis às vezes divertem. Pode mas não deve, falsidade ideológica e uso indevido da imagem são considerados crimes.

 

Criar um perfil falso para se passar por outrem, tanto no Twitter como em outras redes sociais, é crime em diferentes níveis de gravidade. A utilização indevida da imagem de alguém pode ser punida civilmente através de uma ação movida pela vítima. Já o uso da imagem juntamente com dados pessoais caracteriza o crime de falsa identidade.

Quando há intenção de prejudicar ou se aproveitar, o crime é ainda mais grave: a falsidade ideológica. Um perfil falso criado para fins ilícitos e para prejudicar a pessoa "clonada" pode também ser enquadrado no crime de difamação. Em todos os casos, os perfis podem ser legalmente retirados do ar e a vítima tem direito a indenização.

Perfis abertamente falsos e que fazem sucesso não isentam o criador da punição. Não adianta se defender dizendo que é uma brincadeira, o crime e as consequências são os mesmos.  [Tecmundo]

 

Decerto que as pessoas que se sentirem lesadas pelo uso indevido da imagem têm amplo respaldo para mover uma ação contra os autores de tais clones, pedindo reparação de danos morais.

 

Interessante constatar que muitos andam se aproveitando até de pessoas que ganharam notoriedade instantânea, vide o caso da professora Amanda Gurgel: “Eu não participo de nenhuma rede social. Mas fiquei sabendo hoje que há uma conta com meu nome. Minha irmã viu e me avisou. Mas a conta não é minha. É um fake que está tanto no Twitter quanto no Facebook. Eu na verdade estou chocada com essa expansão tão rápida, que pode servir tanto para o bem quanto para o mal.” [ Tribuna do Norte]

 

Ora, por mais que isso possa ser divertido pra alguns, essa onda idiota de perfis fakes, pode em alguns casos, serem extremamente prejudiciais à pessoa real e gerar demandas judiciais. Isso para não dizer que alguns registram usernames de pessoas ou serviços na intenção de no futuro, receberem alguma compensação financeira para repassá-los. Entre nós temos o exemplo da Juliana Sardinha do Dicas Blogger, que teve que usar o username: @Dicas_Blogger, porque algum espertinho foi lá e registrou primeiro o nome @DicasBlogger.

 

Independentemente do divertimento proporcionado por alguns destes perfis falsos, não podemos perder de vista, que além do crime de falsidade ideológica, trata-se também de uso indevido da imagem, previsto na nossa  Constituição da República de 1988, nos incisos V e X do artigo 5ª , a seguir:

 

Art. 5º V - e assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem ;

……………………………………………………………………………………………………………………………….

(...) X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação ; (grifos nossos)

 

Na mesma esteira temos ainda que os direitos da personalidade são inatos (adquiridos desde a concepção) e essenciais à condição da pessoa humana, por isso contam com características singulares, a saber: intransmissibilidade, indisponibilidade, irrenunciabilidade, inexpropriabilidade, imprescritibilidade e vitaliciedade. Aliás, nesse sentido dispõe o artigo 11 do CC/2002 , in verbis:

 

Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. [Jusbrasil]

 

Recomendo:

#Dicas para você desmascarar perfis falsos no Twitter e em outras redes

#Saiba como reconhecer perfis falsos no Twitter

#Perfil falso no Twitter dá dor de cabeça a celebridades

#Dica: Como denunciar perfil falso no Twitter

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor bloguicista.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

Twitter ou Casa da Mãe Joana?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Segundo a Wikipédia, Casa-da-mãe-joana é uma expressão de língua portuguesa que significa o lugar ou situação onde vale tudo, sem ordem, onde predomina a confusão, a balburdia e a desorganização. Sua origem remonta ao século XIV.

 

Algumas nuances do Twitter são instigantes, gosto de participar dessa grande rede justamente por causa dessas peculiaridades. Ainda que o Orkut tenha seu público cativo e o Facebook angaria cada vez mais seguidores, ainda gosto mais do jeito Twitter de ser.

 

duvida-twitter[2]

 

Percebo, já há algum tempo, que existe uma certa divisão nesse minifúndio midiático. Na verdade, penso eu, que o twitter ultimamente se divide em três grandes grupos, sobre os quais passarei a discorrer nos parágrafos abaixo, balizado nas experiências vividas ao longo do período que me encontro presente nesse serviço.

 

Obviamente que não busco unanimidade, decerto muitos não concordarão, outros tantos praguejarão, mesmo assim arriscarei.

 

A confusão sobre o Twitter parte dos próprios fundadores,  Jack Dorsey em entrevista concedida ao ElPaís disse que: “o Twitter não é uma rede social, é uma ferramenta de comunicação”.  Longe de mim querer desmentir o Mrs. Dorsey, mas sobre redes sociais a Wikipédia assim define:

 

Uma rede social é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. Uma das características fundamentais na definição das redes é a sua abertura e porosidade, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes. "Redes não são, portanto, apenas uma outra forma de estrutura, mas quase uma não estrutura, no sentido de que parte de sua força está na habilidade de se fazer e desfazer rapidamente."

 

Ou muito me engano, ou de fato a definição sobre rede social nos remete ao pensamento de que trata-se de uma ferramenta de comunicação, e o Twitter não é outra coisa senão mais uma dessas várias ferramentas. Pode ser que ele não tenha sido criado com essa intenção, mas como o passar do tempo e a popularização do serviço, ele acabou mudando o foco e se transformando em mais uma rede social.

 

Um ponto em comum dentre os diversos tipos de rede social é o compartilhamento de informações, conhecimentos, interesses e esforços em busca de objetivos comuns. A intensificação da formação das redes sociais, nesse sentido, reflete um processo de fortalecimento da Sociedade Civil, em um contexto de maior participação democrática e mobilização social. (Wikipédia)

 

Eis que diante dessa polêmica toda nós usuários acabamos por não saber, com absoluta certeza, o intento primordial do Twitter. Por isso vagamos nessa grande rede perdidos feito “cachorro em dia de mudança”.

 

Decidi então dividir o twitter em três grupos distintos, igualmente irrepresentativos.

 

1º Grupo – Os que não sabem pra que serve

O Twitter foi criado em 2006, mas se popularizou há cerca de 2 anos pra cá. Muita gente ainda não sabe pra que serve e porque entrou no serviço. Muitos pensam que é como sala de papo, outros pensam que o novo Orkut, outros, como eu, ainda não entenderam o funcionamento da coisa e vive se atrapalhando, falando e fazendo bobagens de toda sorte e natureza.

 

2º Grupo – Os que acham que sabem

Como dizem aqui no interior de Minas, certeza, certeza ninguém tem, mas alguns acham que têm. É sério, tenho muito medo desse povo, aliás, tenho mais medo dos que acham que sabem dos que dos que não sabem.

 

3º Grupo – Os que fiscalizam os grupos anteriores

Chamados popularmente como a “polícia do Twitter” tem umas pessoas que entram nessa rede pra bisbilhotar e torrar a paciência de quem lá se encontra. Tudo vira polêmica, nesse grupo estão incluídos os ecochatos, os pardidários radicais, os religiosos fundamentalistas, os rotuladores: xenófobo, misógino, homofóbico, racista, direita, esquerda. Sim, é proibido ter opinião no twitter sem ter que ouvir alguém te condenando.

 

Estou mais presente do que nunca por lá, mas é verdade que ainda não sei usar a ferramenta, e olha que não foi por falta de ler e escrever a respeito. Mas também é verdade que não procuro respostas, eu quero é rosetar. Desisti de discutir e passei a seguir a velha máxima de que “é melhor ser feliz do que ter razão”.

 

Sugiro que leiam:

Abaixo o movimento goela abaixo

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

As bobagens do twitter e as desculpas esfarrapadas

quinta-feira, 17 de março de 2011

O “poeta” pop Bruno Gouveia, vocalista e compositor da Banda Biquini Cavadão,  certa vez sentenciou em uma de suas diversas canções: “Errar não é humano, depende de quem erra”.

 

A comunicação instantânea proporcionada pelas redes sociais, acaba por colocar em maus lençóis alguns incautos.

 

 Desculpa

 

Vale dizer que, no twitter principalmente, estamos a todo momento presenciando “saias justas” de toda sorte e natureza, proporcionadas por alguns que no ápice do incautismo acabam falando mais do que deviam.

 

Recentemente o amigo @crazyseawolf postou umas frases interessantes no twitter, que merecem reflexão:

 

Imagem01 Mar. 16

 

Imagem02 Mar. 16 

Das inúmeras frases históricas de Che Guevara, uma especialmente ilustra bem a situação: “O importante não é justificar o erro, mas impedir que ele se repita.”

 

Quem se faz presente no twitter com certeza se recorda de alguém que falou mais do que devia e depois teve que se desdobrar em justificativas e pedidos de desculpas por causa de uma frase mal colocada ou opinião infeliz sobre algo. Reavivo a memória dos nobre leitores com alguns acontecimentos recentes dessa natureza:

 

# Haddad pede desculpas por ameaças do MEC pelo Twitter a estudantes

# Luciana Gimenez pede desculpas a Geisy e é alfinetada por erro de português

# No Twitter, baterista da Restart pede desculpas à galera do Amazonas

# Stallone detona revolta no Twitter e pede desculpas

 

Essas são apenas algumas, das inúmeras situações, que alguns famosos tiveram que se redimir depois de um comentário inserido no twitter.

 

Quem comete uma grosseria, sobretudo figuras públicas, tem de se desculpar. A questão é saber se o pedido é sincero, se não culpa o ofendido e, mais importante, se o ofensor se redime. Veja

 

A maioria prefere o pedido formal de desculpas, apelando para isso argumentos já habituais: “fui infeliz”, “fui indelicado”, “fui mal interpretado”, “não falei por mal”, sendo que o “eu estava apenas brincando” tem o poder de redimir todas as tolices ditas, pelo menos é o que pensa a cabeça mesquinha de quem ofendeu. De todas as desculpas esfarrapadas, que muitas vezes não conseguem redimir o estrago causado, a pior, ou melhor de todas, sem sombra de dúvidas foi essa:

 

"Galera, meu primo acabou de me ligar dizendo que tem uma mensagem estranha no meu Twitter. Eu li e alguém escreveu essa besteira" Jucilei, ex-jogador do Corinthians

 

Nossos problemas acabaram, agora quem falar alguma besteira, invés de postar um pedido formal de desculpas, como muitos fazem, é só alegar que a conta foi invadida por um hacker e que não sabe quem publicou aquela mensagem absurda.

 

Ousa dizer a verdade: nunca vale a pena mentir. Um erro que precise de uma mentira, acaba por precisar de duas. George Herbert

 

Sou da linha de pensamento que mais vale pensar e repensar um algo antes de publicar, do que publicar e depois ter que reparar o estrago, que, conforme a extensão, dificilmente será remediado.

 

A comunicação instantânea das redes sociais é, sem dúvida, um dos maiores atrativos desta ferramenta, mas é preciso se cercar de cuidados para não falar além do necessário, pois o esforço para retratar, quando possível, é infinitamente superior ao de escrever.

 

Em alguns casos o pedido formal de desculpas não remedia o estrago causado, vide caso Mayara Petruso. Certo é que a sociedade não pode mais conviver com algumas posturas que a muito tempo já deveriam ter sido extirpadas das relações humanas: racismo, xenofobia, homofobia, preconceito, são crimes e acima de tudo o ápice da imbecilidade humana. Não rara às vezes utilizamos a palavra de maneira inopinada, sem a devida prudência e acabamos  ferindo os sentimentos e a sensibilidade de pessoas.

 

Antes de sair por aí falando pelos cotovelos lembre-se: é sempre melhor prevenir do que remediar.

 

É preciso saber ouvir e saber calar. Por falar apenas e pouco pensar, pessoas cometem erros difíceis de reparar depois. E por ouvir tanto menos do que pensam, piores erros cometem ainda... Augusto Branco

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11 motivos pra você ser miseravelmente ignorado no twitter

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

 

Todos aqueles que se fazem presentes no twitter desejam ter uma boa repercussão dos seus pensamentos. Não me venham com contra-argumentos de que você é diferente, que não se preocupa com isso. No fundo, no fundo, quase todos temos uma pontinha de inveja daquele perfil com inúmeros seguidores.

 

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Quem tuita quer ser lido, e para isso, é necessário existir seguidores para compartilhar as ideias, se você não quer se popular, escolha outro serviço, afinal, quem tá na chuva é pra se molhar.

 

Pensando nos incautos que via de regra aparecem na nossa timeline, elaborei a lista abaixo com alguns motivos, óbvios, diga-se de passagem, que vão fazer de você um ilustre desconhecido:

 

1. Comece a seguir alguém e mande um tweet com o famoso: estou te seguindo, segue eu aiiiiiiii!!! (quanto mais repetir as vogais, melhor);

 

2. Distribua o assunto que caberia em um tweet em vários tweets diferentes, tudo para se fazer notar;

 

3. Dê RT em tudo, inclusive nos seus próprios tweets;

 

4. Envie trocentas vezes os links dos seus posts;

 

5. Encha o saco de alguém famoso até conseguir irritá-lo;

 

6. Tenho sempre anotado para eventualidades os tweets do estilo: Gente que….;

 

7. Dê bom dia individualmente a todos os seus followers;

 

8. Sempre que enviar um link, adicione a célebre frase: RT please!

 

9. Conte todos os detalhes da sua vida, todo mundo acha interessantíssimo saber que seu cachorro fez cocô no tapete da sala;

 

10. Corrija, sempre que aparecerem, expressões do tipo: #CORRÃO, #APRENDÃO, #VEJÃO;

 

11. Escreva todos os tweets em CAIXA ALTA, todo mundo adora esse procedimento.

 

Estão aí minhas sugestões para quem pretende ter uma carreira curta e anônima no twitter. O espaço dos comentários está aberto para outra sugestões.

 

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A difícil arte de conviver com as diferenças

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

“Nem todo mundo é igual…” é uma frase que sempre utilizamos para expressar que, embora todos sejamos seres humanos, apresentamos diferenças fundamentais que vão desde a própria etnia até o modo de pensar.

 

Uma das problemáticas da sociedade atual é aceitar o novo ou o que está fora dos padrões já existentes. Porém com a flexibilidade e respeito é possível sim alcançar um bom convívio com o outro diante das diversidades culturais. [Clícia Marinho]

 

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Saber conviver com as diferenças é um desafio. Exige habilidade e sabedoria para lidar com situações e pessoas que possuem opinião divergentes. Tanto na vida pessoal, na internet ou nas redes sociais, diariamente presenciamos desavenças de toda sorte e natureza, de entreveros mais brandos a ofensas mais ríspidas.

 

E porque é tão difícil o convívio da vida ON? Na verdade o próprio convívio da vida OFF já se revela um tanto quanto complicado. Todos sabem o quão difícil é conviver com pessoas que vivem divergindo das nossas opiniões. Aqui, no interior de Minas, pessoas difíceis de se relacionar são taxadas de “sistemáticas”, elas possuem um linha de raciocínio praticamente imutável, estilo “capota, mas não freia”. Por mais errada que a pessoa possa estar, que sua opinião seja a mais absurda possível para todos, ela sempre pensará no seu íntimo que está certa, os outros é que estão errados.

 

Mudar de opinião não e tarefa fácil,  aceitar que aquilo que tínhamos como verdade não era bem aquilo que pensávamos é frustrante para alguns e inadmissível para outros. E como conviver com isso? Ora, ninguém é obrigado a concordar com nossas opiniões, as divergências são importantes para a convergência, é dialogando que se encontra o melhor caminho a percorrer. Por isso é importante ouvir o que os outros têm a dizer, mesmo que nossa opinião já esteja formada, uma ideia, uma nova visão sobre determinado assunto merece reflexão, nem que seja para respondermos: “respeito sua opinião, mas continuo com a minha”.

 

Cada pessoa é um ser único no mundo, com uma história de vida própria somente por ela experimentada. Você já parou para pensar que ninguém pode sentir o que você sente, da forma como você sente ? A sua alegria é só sua, a sua dor e tristezas são só suas. A forma como você enfrenta uma perda, por exemplo, é diferente da forma de outra pessoa. Porque você é um ser singular neste mundo, nem os gêmeos pensam e sentem de forma igual. Muitas de nossas dificuldades nas relações estão justamente porque esperamos que o outro aja conforme nós agimos. [Flávia Machado]

 

Algumas pessoas possuem uma mania irritante de querer serem os donos da verdade, não ouvem ninguém, não respeitam ninguém e tudo que destoa da sua opinião nem merece ser analisado, muito pelo contrário, será prontamente rechaçado. Cada pessoa é única, ninguém é obrigado a concordar com nossa opinião, mas todo cuidado é pouco, existe uma linha muito tênue entre discordar e ofender.

 

Na internet e nas redes sociais é comum presenciarmos quizilas intermináveis sobre determinados assuntos, a sabedoria popular ensina que política, futebol e religião, não se discutem. Isso porquê cada qual quer defender sua posição e quer que o outro é que mude. Dificilmente alguém tem humildade suficiente para admitir o erro. Como conviver com essas diferenças? Existe uma palavra que por vezes fica esquecida numa discussão mais acalorada, RESPEITO.

 

Ora, se não concorda com determinada opinião, registre de forma clara sua posição, sem a perspectiva da obrigatoriedade de demover o outro da ideia inicial. Em vez disso proponha uma reflexão do tipo: fulano, aceito sua opinião, mas você não acha que se fosse desse outro modo seria melhor? Com isso você abre caminho para o diálogo, se a pessoa responder com um “talvez” continue o diálogo, já se a pessoa se mostrar radical no ponto de vista, nem perca seu  tempo, será inútil. Apenas finalize a conversa com um: “aceito sua opinião, mas não concordo”.

 

O que seria da Humanidade se todos agissem do mesmo modo?É inconteste a importância da diversidade de pensamentos e culturas para o desenvolvimento da Humanidade. Mas a dificuldade em aceitar as diferenças ainda está arraigada em nossa sociedade, e é um desafio vencer essa situação. [Natálya Guedes]

 

Nesse tempo de convívio ON já presenciei entreveros de toda sorte e natureza, aliás dificilmente passamos um dia incólumes nas redes sociais, as confusões praticamente viraram praxe. Devo admitir que não tenho a paciência de antes para discussões intermináveis, se não concordo com algo, registro, se a pessoa melindrar, prefiro me calar, afinal: “é melhor ser feliz do que ter razão”.

 

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José Márcio

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Redes sociais: são muito mais do que números

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

As redes sociais possuem uma dinâmica interessante e alucinante. O convívio on line é algo que ensejaria um belo estudo de caso para os mais aficionados. Os interesses difusos de cada elemento numa rede são facilmente constatados por aqueles que frequentemente fazem uso desse minifúndio.

 

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Percebe-se que muitos estão mais interessados no retorno de visibilidade que um seguidor pode proporcionar, do que propriamente o conhecimento que poderá ser adquirido. Falo sim de conhecimento, pois embora haja uma limitação nas inserções, principalmente no twitter, 140 caracteres são suficientes para se adquirir conhecimento, basta querer e ter percepção.

 

Num país de dimensões continentais a diversidade cultural é um elemento que, por si, já renderia nobres relacionamentos. A título ilustrativo, minha conta no twitter possui cerca de 1 ano e meio, tempo suficiente para que eu pudesse conhecer um bom número de pessoas dos diversos rincões deste país.

 

Não sei qual é a lógica da maioria, mas a minha exigência para seguir alguém é simplesmente a interação. Sigo todos aqueles que falam comigo e deixo de seguir aqueles que usam o twitter apenas como ferramenta de negócios.

 

Redes sociais são meios onde é possível integrar pessoas e fazê-las distribuir conteúdo entre si. Conhecer gente com os mesmos gostos que os seus é ótimo e facilita a interação pelos pontos em comum. Além disso, as redes sociais digitais permitem que isso aconteça de forma muito mais ampliada, indo além dos limites das redes sociais locais (igrejas, centros comunitários, cooperativas). Só que tem gente que entra nas redes mas não está em rede com ninguém além de si mesmo. [Ponto Marketing]

 

Numa rede social, como o próprio nome enseja, se socializa, se interage, se troca informações e principalmente se convive. Muito embora muito não respeitem o limite mínimo da boa convivência, não podemos condenar uma ferramenta por causa dos incautos que não sabem utilizar aquilo que foi colocado à disposição para o bem comum.

 

Em qual outra ferramenta eu teria oportunidade de trocar informações com pessoas ilustres das mais diversas regiões do Brasil, com a simplicidade de um clique de mouse? 

 

Sou uma entusiasta das redes sociais e de tudo o que elas representam. Seja por diminuir distâncias, por juntar as pontas ou, ainda, por tornar viável a multiplicidade de canais de comunicação, acho inviável hoje a existência de um projeto de comunicação que ignore as redes sociais. Elas são a verdadeira "voz do povo" e a chance para quem comunica de sair de sua redoma, de se expor e conhecer a opinião de quem lê as informações postadas no espaço criado por ele: sem moderação nem intermediários. [Geiza Rocha]

 

Percebe-se que o convívio on line, pode ser usado além do oportunismo da divulgação fácil. Pode-se conhecer pessoas e acima de tudo, estreitar amizades. É preciso ter discernimento que por trás de um avatar tem uma pessoa, que ri, que chora, que estressa, que procura, mas também oferece sentimento e conhecimento. 

 

Infelizmente, muitos preferem a ostentação de números polpudos, do que a troca de conhecimentos que a rede pode proporcionar. É preciso ter consciência do grande potencial de comunicação de uma rede social e saber tirar o máximo de proveito.

 

É evidente que certos cuidados são necessários no convívio ON, mas se você não está aberto ao diálogo, o melhor a fazer é não ingressar numa rede social. Afinal: “As Redes Sociais, virtuais ou não, são ambientes de interação e não de participação.” [Augusto de Franco]

 

Recomendo a leitura:

Redes Sociais: Ambientes de participação ou interação?

Redes sociais: interação é a palavra-chave

Redes sociais: diferentes formas de interagir na web

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O unfollow e as carências afetivas

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

 

E de repente aquela pessoa que você tinha grande apreço no twitter, simplesmente deixa de segui-lo, desaparece sem deixar vestígios, não deixando sequer um bilhetinho explicando o  motivo do adeus. Pode parecer exagero, mas, para muitos, receber um unfollow no twitter é uma ofensa tão ou mais grave do que um xingamento.

 

momwntounfollow Imagem: Blog dos Malvados

 

Alguns costumam transferir para as redes sociais sentimentos passionais que antes só existiam no convívio OFF. Depositam em um avatar, a esperança de um relacionamento duradouro e repleto de alegrias, num elo, que imaginam, jamais será quebrado.

 

Esta mistura de ficção e realidade, permeia muitos relacionamentos por aí e não é novidade presenciar faniquitos de pessoas no twitter que foram vítimas do temido unfollow, questionando aos quatro cantos, o porquê disso ter acontecido, já que, aparentemente se davam bem.

 

É preciso ser mais racional e saber que uma rede social é apenas um meio de comunicação e interação, ninguém está ali em busca de relacionamentos virtuais, muito embora isso esporadicamente possa acontecer. Grande parte do público que usa as redes sociais, mormente o twitter, estão motivados por interesses que em muito se difere ao de um relacionamento conjugal.

 

A maior parte dos unfollows se dá pela ausência do maldito follow-back. As pessoas olham aquele update alheio e pensam: “por que esse FDP não me segue de volta? Sou chato?” Após constatarem esse falta de interesse recíproco, apertam o botão de unfollow e vão chorar em posição fetal debaixo do chuveiro. [paradoxo.me]

 

Seguir ou não no twitter é uma coisa totalmente pessoal, o fato de você deixar de seguir alguém não significa que aquela pessoa fez algo grave que abalou as estruturas do relacionamento. Pode ser apenas uma escolha pessoal, baseada no interesse momentâneo ou até mesmo porque de repente aquela pessoa não anda acrescentando nada à sua timeline.

 

Twitter cada um tem o seu, cada qual deve saber e  ter liberdade de escolher o seu caminho sem interferências, lamentações e interpelações dos atos.

 

É fato que pinta uma curiosidade mórbida quanto somos vítimas do unfollow, passa mil coisas pela nossa cabeça: O que eu fiz de errado? Será que estou sendo inconveniente? Estarei falando demais?

 

Ficar instigado com o motivo do unfollow é uma coisa até certo ponto natural, o que não é natural é usar o twitter para reclamar publicamente de ter recebido e praguejar até a sétima geração da pessoa que te vitimou.

 

“Mágoa por levar unfollow é o cúmulo da carência emo-cibernética ! O Twitter é a nova TV, quem não gosta muda de canal, e não tem nada pessoal ou ofensivo nisso…”

 

É preciso ter consciência de que a pessoa que te deu follow, o fez por alguma razão, seja por gostar dos seus tweets, seja por indicação de alguém, seja por curiosidade, ou qualquer outro motivo. Como ninguém pede explicação da motivação do follow, penso que também não há motivos para pedir explicações do unfollow.

 

Procure entender e respeitar os motivos da outra pessoa, pois de vítima você pode passar a algoz e provavelmente não gostará de ser interpelado publicamente sobre os motivos de sua decisão.

 

Por fim deixo uma frase sobre relacionamentos para reflexão: “Não abra mão da sua personalidade para agradar alguém, isto pode lhe render o sucesso de início mas fará grande diferença caso você queira manter um relacionamento duradouro.”

 

Recomendo a leitura:

# As 10 principais razões das pessoas darem unfollow no Twitter – Webdialogos

# Entenda porque dar unfollow é como terminar um namoro - Byte Que Eu Gosto

# Unfollow: mágoa de caboclo ou necessidade? – Sempickles

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Você sabe que um seguidor é usuário de script quando…

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

 

Por mais que os diversos sites e o próprio twitter condene,  ainda hoje, existem pessoas fazendo uso de subterfúgios para obterem seguidores no twitter.

 

Dickovigarista

 

O script normalmente é um site onde você dá seu usuário ou senha, ou em alguns casos ele faz login via OAuth, e ele irá fazer com que o seu Twitter siga várias pessoas e automaticamente outros usuários do script irão seguir você, fazendo assim uma troca "justa". Sendo assim, você irá ter vários seguidores e poderá twittar com a maior cara de pau "Eu tenho 1000 seguidores". [Blog do Bruno Luiz]

 

O uso de scripts já acendeu diversas discussões sobre a legitimidade ou não de seu uso, obviamente que os defensores mais assíduos deste estratagema não são outros senão os próprios usuários.

 

A função precípua de uma rede social é a interação, e não há como manter um mínimo de relacionamento, com um ilimitado número de seguidores. Com muito esforço, você consegue manter uma comunicação razoável com no máximo 20 pessoas.

 

Muitas pessoas vão dizer “Que idiotice“. E realmente é uma verdade pois você está enganando a si mesmo, pois as pessoas que te seguem não estão nem ai para o que você está escrevendo e muito bem disse o Kibeloco em uma de suas tuitadas “Usar script no twitter é como dirigir o Safety Car na F1. Todo mundo te segue, mas ninguém está realmente interessado em você.“ [Blog do The Best]

 

Fico intrigado como uma pessoa consegue seguir 1.000, 5.000,15.000 pessoas e manter uma comunicação razoável. Logo vem a mente a fatídica pergunta: “De que adianta eu falar para 15 mil pessoas se elas estão ouvindo ao mesmo tempo 15 mil pessoas falando?”

 

Pensando nas pessoas que não conseguem distinguir quem usa ou não script,  tomei a liberdade de elaborar algumas dicas para facilitar a identificação dos mesmos:

  

1. Nunca consegue interagir, pois passa tempo demais preocupado com o número de followers;

 

2. Segue na mesma proporção que é seguido;

 

3. Sempre aparece uma mensagem em seu perfil, alardeando as facilidades de se obter seguidores através daquele serviço;

 

4. Conteúdo pífio nos tweets. Ora! Uma pessoa interessante não precisa tentar aparecer, ela é “descoberta” através dos seus próprios méritos;

 

5. Vive sempre enviando links, para disfarçar a falta de conteúdo;

 

6. O primeiro tweet do dia é sempre um bom dia, para os inúmeros followers;

 

7. Você está no twitter há tempos, porém nunca ouviu falar daquela pessoa que possui incríveis 100 mil followers;

 

8. Defende arduamente o uso de scripts, usando e abusando de retóricas que nem ela mesma acredita.

 

Em face da ascensão das redes sociais o principal preocupação de um usuário não deve ser a quantidade, mas a qualidade daquilo que é obtido. De nada adianta  uma ascensão meteórica lograda às custas de subterfúgios. Deixo uma frase para reflexão: “Se atalho fosse bom, não existiria o caminho”.

 

Aprofunde sobre o tema:

#Não adianta usar scripts para ter seguidores no Twitter  - Blog da Mila Pereira

#Uso de scripts no Twitter pode gerar suspensão – Olhar Digital

#Guerra de scripts no Twitter perto do fim? – Info

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10 dicas para não deixar o twitter te enlouquecer

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

 

Segundo o site Mestreseo as redes sociais são formas de compartilhamento de informações, gostos e ideias entre usuários com os mesmos gostos e estilos. Assim, um grupo de discussão é composto por indivíduos que possuem identidades semelhantes.

 

loucos

 

Conforme a definição acima as redes sociais, mormente no que tange ao twitter, foram criadas balizadas na perspectiva de interação intragrupos e como ferramenta de discussão. É importante salientar que a palavra discussão utilizada aqui possui a conotação de debate em que cada participante defende pontos de vista opostos, já que invariavelmente pessoas confundem discussão com entrevero.

 

Em que pese o sucesso de outras redes sociais como o Orkut, Facebook, LinkedIn, etc. O twitter logo caiu no gosto do público brasileiro, ganhando rápida ascendência perante um público bem específico.

 

De acordo com uma pesquisa realizada pela agência Bullet, a maioria (61%) dos usuários do Twitter no Brasil é composta por homens na faixa de 21 a 30 anos, solteiros, localizados nos estados São Paulo e Rio de Janeiro. Na maior parte, são pessoas com ensino superior completo e renda mensal compreendida entre R$ 1.000,00 e R$ 5.000,00. (Wikipédia)

 

Mesmo ainda perdendo em número de usuários para o Orkut, é inegável o crescimento do Twitter no Brasil. Segundo a comScore, Indonésia e Brasil são os dois países que puxam o crescimento do Twitter, que bateu a marca de 109% entre junho de 2009 e junho deste ano.

 

Pois bem, diante desse crescimento vertiginoso é comum que o Twitter atraia cada vez mais seguidores em busca dos encantos proporcionados pelo microblog. Ocorre que a grande maioria que ingressa neste serviço não tem sequer noção sobre o funcionamento desta ferramenta de interação, o que é até certo ponto normal, pois muitos ainda possuem resistência ao serviço.

 

Já outros foram atraídos pelo fascínio do passarinho azul e já não conseguem levar uma vida normal sem a companhia do mesmo.

 

Se você é daqueles que quando liga o computador a primeira coisa que faz e acessar o twitter para ver as novidades; enquanto não dorme fica pensando em possíveis tweets para o dia seguinte; vasculha todos os sites de notícias na ânsia de ser o 1º a tuitar alguma novidade bombástica; confere todo dia a lista de seguidores para ver se todos continuam lá e entra em profunda depressão quando perde algum; tuita algo e fica conferindo se alguém irá dar RT; vive vasculhando e seguindo perfis com bom número de followers, mesmo sem saber de quem se trata. Cuidado! Você possui indícios que te fazem uma vítima em potencial da síndrome de dependência twitesca.

 

A síndrome de dependência twitesca,  é um mal que normalmente acomete as pessoas que se enquadram nas características supracitadas ou outras como essas aqui enumeradas, e, pelos menos por enquanto, não existe um tratamento comprovadamente eficaz.

 

Para minimizar um pouco o efeito dessa neurose, passarei a enumerar algumas medidas que, longe de possuírem comprovação científica, tem o condão apenas de tentar contribuir para que você não se definhe e entre em depressão profunda por não conseguir a atenção desejada:

 

1 – Antes de ingressar no twitter, pesquise sobre o serviço, dependendo das suas intenções é melhor nem começar;

 

2 – Ao entrar não entre em desespero para conseguir muitos seguidores, eu tenho minha conta a mais de 1 ano e ainda não cheguei a 500. Obter seguidores em massa, somente o uso de script pode te proporcionar, e isso, além de não ser bem visto, está sendo seriamente combatido pelos criadores da ferramenta;

 

3 – Estude os perfis das pessoas que deseja seguir, não siga apenas porque determinada pessoa possui muitos seguidores, pode ser que o estilo não coadune com suas intenções;

 

4 – Faça inserções que você julgue pertinentes, não queira tuitar apenas para se fazer presente, flodar a timeline alheia é um convite ao unfollow.

 

5 – O twitter é uma ferramenta de interação, não force a barra para ser seguido, se você fizer participações inteligentes, logo será notado e seguido;

 

6 – O envio excessivo de links torna sua conta antipática, procure intercalar esse procedimento com opiniões sensatas;

 

7 – Não seja intrometido, se tem uma opinião sobre algum assunto em voga apresente-a, se não, apenas observe;

 

8 – Entrar em atrito com pessoas famosas para conseguir atenção é um ótimo caminho para o ostracismo;

 

9 – O tweet procedido de “RT por favor”, somente será bem aceito se for por uma causa comprovadamente genérica, se for em benefício próprio, é um tiro no pé;

 

10 – Não se martirize por um tweet que você pensou que iria receber inúmeros RT’s e passou despercebido, acontece com todo mundo.

 

Enfim, estão aí algumas “sugestões” que julgo pertinentes para tentar salvar algumas almas caridosas da loucura ON line.

 

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