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“O Pior Tráfico é o de Influência” e Outras Pérolas

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

 

 

 

Fim do mundo e fim de ano chegando, e eu aqui, relendo alguns “provérbios” que escrevi nas redes sociais durante esse tormentoso ano de 2012.

 

Acabei por descobrir que os grandes pensadores da Humanidade devem ter vivido muitos momentos de angústia, pois no contexto em que escrevi as frases abaixo – e longe de eu ser um “pensador” – vivi intensamente isso e cheguei à conclusão de que o comodismo é um processo letárgico, irreversível, que vai intoxicando e esclerosando os nossos espíritos...

 

Platao_Recruta_Zero_Harley_Coqueiro_Invicioneiros

 

E nessa brincadeira de escrever frases, eu tive lampejos de Platão, Nietzsche, Wilde, Salomão e Dadá Maravilhae me diverti bastante!

 

Sem delongas, selecionei, cronologicamente, 25 pérolas, das quais eu nunca tive a intenção de atirá-las aos porcos:

 


"A maldade nunca pode ser maior que a inteligência."

[Harley Coqueiro]

 

"Deus criou a mulher. O diabo, o salto alto."

[Harley Coqueiro]

 

"Sejamos flexíveis como um arco, mas firmes como um flecha, em nossas decisões."

[Harley Coqueiro]

 

"Quem teme a Deus, não precisa temer o homem."

[Harley Coqueiro]

 

“Subestimam a sua inteligência e ainda não lhe pedem desculpas!”

[Harley Coqueiro]

 

" 'Em terra de sapos, ronque como eles.' Mas eu não sou sapo!"

[Harley Coqueiro]

 

“Fique atento a cada gesto e a cada olhar:
pode ser que alguém esteja pedindo-lhe socorro
e você nem está percebendo...”
[Harley Coqueiro]

 

“Oh Senhor, não permita que a maldade continue a se disfarçar de justiça!”

[Harley Coqueiro]

 

"Não confie em alguns trompetistas... Alguns só agem na surdina!"

[Harley Coqueiro]

 

"O pior tráfico é o de influência."

[Harley Coqueiro]

 

"Às vezes é preferível mais sorte que juízo!"

[Harley Coqueiro]

 

"O pior chato é o chato com tempo!"

[Harley Coqueiro]

 

“De todas as certezas, a pior é a da impunidade.”

[Harley Coqueiro]

 

"O radicalismo é um sinal de tirania."

[Harley Coqueiro]

 

"A vida é uma estrada que nós seguimos sem saber onde e quando termina..."

[Harley Coqueiro]

 

"Amem e Amém..."

[Harley Coqueiro]

 

"O que tem de ser elevado é o espírito e não o tom de voz..."

[Harley Coqueiro]

 

"A principal característica de pessoas descoladas: não serem grudentas..."

[Harley Coqueiro]

 

"O tolo não distingue a bajulação da amizade."

[Harley Coqueiro]

 

"Perdi a fé... Mas não a esperança!"

[Harley Coqueiro]

 

"Três coisas que jamais poderiam ser vendidas: a alma, a honra e o voto."

[Harley Coqueiro]

 

"Eu estava em cima do muro até na hora em que ele desabou

e não restou pedra sobre pedra..."

[Harley Coqueiro]

 

"Especulo, logo existo."

[Harley Coqueiro]

 

"A diferença entre o torcedor e o eleitor, é que aquele não tem memória curta..."

[Harley Coqueiro]

 

"A Justiça tem algo em comum com a Política:

é um erro quando praticada com o fígado..."

[Harley Coqueiro]

 

 

 

Bonus Track:

 

“O comodismo é o caixão de nossas almas…”

[Harley Coqueiro]

 

 

 

* © Todas as frases acima podem ser utilizadas livremente, desde que citado o nome do autor.

 

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

A Arbitragem Nossa de Cada Dia

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

 

A arbitragem brasileira conseguiu mais uma vez manchar o Campeonato Brasileiro. A deste ano, então, mesmo com a ajuda dos tais 4º e 5º árbitros auxiliares (que na verdade, nada auxiliam!), ficou com a bola bem murcha. E o desastre foi geral, prejudicando praticamente todos os clubes da Série A – uns mais que os outros, é verdade – numa roleta russa de erros absurdos que vão dos gramados ao STJD.

 

juiz_ladrao_metralhas_invicioneiros

 

Alguns cronistas pregam que a arbitragem encontra-se em crise não só no Brasil mas no mundo todo. Discordo em parte: pelo menos nas partidas das quais eu assisti pela Champions League, Liga Inglesa e Campeonato Espanhol, é praticamente imperceptível a atuação dos juízes, graças ao bom nível e à preparação da arbitragem europeia. Erros eventualmente acontecem, mas não tão grotescos como os que ocorreram neste Brasileirão 2012.

 

Entretanto, cabe aqui uma ponderação: na Europa, tem-se um princípio que no Brasil, mesmo com todo o profissionalismo, dinheiro e tecnologia, ninguém “importou” ou assimilou, que nada mais é que o respeito pelas regras do jogo e pelo público pagante, o tão propalado fair play.

 

Nos campos europeus, não é comum um técnico querer “apitar” as partidas pressionando veementemente o trio de árbitros como ocorre por aqui. Os luxemburgos e os felipões da vida, somados aos dirigentes de mentalidade de time de várzea, são também responsáveis pelas tragédias em nossa arbitragem. Por aqui prevalece a cultura da catimba, da malandragem, do “ganhar no grito”. E o árbitro latino, emocionalmente inconstante por natureza, neste ambiente hostil, está fadado a “amarelar” e a cometer erros comprometedores.

 

Outro detalhe que não pode ser ignorado: o torcedor, fanático e apaixonado, tende a “enxergar de forma inconsciente”, mais erros de arbitragem contra o seu clube do que com os outros. E essa “síndrome” ocorre com todos os torcedores: de atleticanos a vascaínos, passando por cruzeirenses e gremistas. Freud Futebol Clube explica isso...

 

E para finalizar, se querem saber se sou a favor do uso da tecnologia para sanar as dúvidas durante as partidas (a polêmica no gol de mão de Barcos do Palmeiras contra o Inter, por exemplo), eu digo que não. O erro no futebol é que o torna mais humano.

 

Assim como um zagueirão “engrossa”; um goleiro “franga” e um craque “pipoca”, um árbitro e um bandeirinha também têm o direito de errar involuntariamente, por mais que isso signifique tragicamente uma eliminação ou a perda de um título.

 

Ademais, mesmo com toda a tecnologia de última geração, duvido se haveria consenso em todos os lances. O futebol ficaria “editado” e frio. E neste esporte, a emoção, a polêmica e a indignação têm mais graça que a razão...

 

 

* Crônica publicada na Folha de Paraopeba, edição de novembro de 2012.

 

 

 

Bonus Track:

 

 

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** Charge publicada na Folha de Paraopeba, edição de novembro de 2012.

 

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - Advogado e Jornalista. Chargista e Cronista da Folha de Paraopeba. Fã de Beatles, de thrillers policiais e da boa comida mineira.

7 pratos mineiros deliciosos e 7 músicas para acompanhar

domingo, 18 de março de 2012


A culinária é uma das minhas paixões, sobretudo como bom degustador que sou. Adoro comer boas comidas e o interior de Minas, mais especialmente estas terras invicioneiras, são um prato cheio, com o perdão do trocadilho infame.
 
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Apresento a vocês uma relação de pratos deliciosos que fazem parte de minha vida (alguns, inclusive, podem ser desconhecidos da grande maioria dos leitores, por serem muito regionais) e algumas músicas que normalmente uso como trilha sonora de degustação. Nham... Nham... Nham...



Cansanção com costelinha de porco


Esse prato é preparado com uma planta de folha e caule urticante conhecida como cansanção (muitos a chamam de urtiga), que merece cuidados na coleta das folhas. É um prato simplesmente delicioso! Geralmente degustado com um acompanhamento típico de arroz branco, feijão, torresminho e, é claro, um angu bem feito. Para quem gosta, como eu, uma pimentinha malagueta para reforçar o sabor. Quem quiser, pode encontrar uma boa receita aqui ou aqui.

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A música para acompanhar é “Jardim da fantasia”, de Paulinho Pedra Azul.






Ora-pro-nobis


Outro prato simplesmente de dar água na boca!... Essa folhinha típica dos quintais mineiros é preparada de várias maneiras, com costelinha de porco, com carne de boi moída ou com frango (aliás, minha mistura preferida). A planta ora pro nobis, cujo nome vem do latim, é na verdade uma espécie de cacto (interessante, não é mesmo?), muito usada como cerca viva. Rica em minerais (principalmente ferro) e vitaminas, é usada na preparação na farinha múltipla que a Pastoral da Criança distribui no combate à anemia e outras doenças ligadas à subnutrição. Rogai por nós, Santa Gula!

A música para acompanhar esse prato é “Canção da América”, de Mílton Nascimento, o Bituca.

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Taioba refogada

A taioba é outra folha muito nutritiva e de sabor especial e inconfundível. Pode ser preparada de várias formas, mas a mais comum em Minas é refogada em gordura de porco, servida com uns torresminhos, arroz, feijão e angu. As carnes podem variar. Como o ora pro nobis, tem elevado valor nutritivo e pode ser usada em dietas variadas, entre outras propriedades e utilidades.

A música para acompanhá-la é, pela simplicidade do preparo, “Fácil”, do Jota Quest.

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Farofa de couve


A farofa de couve é mais um prato delicioso e de preparo rápido e fácil. Particularmente, prefiro as farofas bem incrementadas, com torresmo, linguiça, carne, com farinha de milho (minha preferida e a escolhida para a imagem) ou de mandioca, etc. A couve também é muito nutritiva e uma das folhas preferidas do brasileiro, nas suas diversas espécies.

Particularmente, gosto daquela conhecida como “couve manteiga”, de folhas menores e textura macia, típica das hortas do interior de Minas. Aqui há uma receita que pode ser incrementada a gosto pelo leitor.

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A música para acompanhar deve ser “O mais importante é o verdadeiro amor”, do cantor e compositor mineiro Márcio Greyck.



Mingau de fubá


O mingau de fubá foi a merenda mais comum da minha infância e sempre me vem à mente como algo delicioso que enchia minha barriguinha (que, infelizmente, não pode mais ser um substantivo no grau diminutivo hoje em dia). Preparado com fubá do moinho d’água do Zé Canuto (até hoje produzindo — deveria, a meu ver, virar patrimônio do município caetanopolitano), ficava mais gostoso nas manhãs frias do inverno, canela em pó ou em casca, com um pouco de mel e, nas raras vezes que tínhamos, uns pedacinhos de queijo curado. Que saudade do mingau de minha mãe!...

Aliás, quando morávamos em São Vicente, meu pai também tinha um moinho d’água e todo o povo ia lá trocar milho por fubá.

Um alerta: como bom mineiro, sempre coma o mingau pelas beiradas (literalmente!), para não queimar a língua...

A canção para acompanhar é “Quando vim de Minas”, na voz da caetanopolitana Clara Nunes.

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Cubu

O cubu é uma das quitandas mais gostosas feitas à base de milho verde. A receita é muito simples, mas de grande sabor e valor nutritivo. Minha saudosa mãe e minhas tias Esther e Dorvalina eram craques no preparo dessa espécie de bolinho, assado na folha de banana.

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A música que acompanha esse delicioso prato é “Planeta Sonho”, com o 14 Bis.






Vaca atolada


Um dos pratos mais simples e gostosos de Minas é, sem dúvida, o que chamamos em terras invicioneiras de “vaca atolada”. Feito de mandioca cozida e carne da costela bovina desfiada, é um caldo que está na memória de todos os mineiros do interior. A receita pode ser vista em detalhes aqui. Sempre servida com acompanhamento de cheiro verde e pimenta malagueta a gosto, é um prato muito nutritivo e um dos caldos preferidos das “barraquinhas” das festas religiosas de Minas, além de aparecer no cardápio de bares a restaurantes de luxo.

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A música para acompanhar que escolhi é “Nada Será Como Antes”, de Mílton Nascimento, do LP “Clube da Esquina”, de 1972, que completa neste ano 40 anos.



***************



Existem muitíssimos outros pratos que poderiam ilustrar esse post. Sinceramente, não usei nenhum critério para selecionar esses sete pratos, a não ser o fato de que me lembrei deles primeiro. Agora que estou terminando, consigo lembrar de tantos outros e quase me arrependo de não tê-los colocado. Mas isso pode servir de provocação ao nobre leitor. Sugira em seus comentários outros pratos típicos da culinária mineira que lhes chamam a atenção (mas não vale pratos que não sejam característicos de Minas Gerais).

Alguém pode estar pensando que essas músicas não têm nada a ver com os pratos, mas não importa. Foram escolhidas aleatoriamente, feitas ou cantadas por gente de Minas Gerais. E os pratos são tão saborosos que, muitas vezes, poderemos sequer prestar atenção às canções.

Bom apetite!...
 

Sobre o Autor:
The EDN

The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas

Piada Não É Coisa Para Ser Explicada

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

 

Uma piada não precisa ser recontada e muito menos explicada. Às vezes, nem entendida. O código de ética do humor é taxativo ao vedar ampla, geral e irrestritamente a explicação de uma anedota, por subestimar a inteligência do receptor.

 

Killing_Joke_Batman_Curinga_Harley_Coqueiro

 

Eu sou da corrente de que não existe piada ruim. O que pode ocorrer é a existência de um humorista sem carisma ou, do outro lado, um receptor com dificuldades de dedução, indução e audição (ou na pior das hipóteses: sem o mínimo senso de humor), o que pode transformar uma anedota em “pérolas aos porcos”. Oscar Wilde tinha razão quando disse que se o homem das cavernas tivesse descoberto o riso, o futuro da Humanidade seria outro...

 

Porém, podem haver exceções a este dogma: há momentos em que se faz necessária a elucidação de uma piada em face de “sutilezas contextuais”: fatos, hábitos e características culturais de um povo, etc. É o que ocorre quando nos deparamos com o sofisticado humor britânico que, por razões linguísticas, muitas vezes soa sem sentido para nós.

 

Certa vez bolei e publiquei uma piada na coluna Bola Murcha do jornal Supernotícia:

 

Piada_do_Leitor_Bola_Murcha_Harley_Coqueiro

 

Nesta piada ocorreu um detalhe interessante: todos os caras que gostam de futebol, entenderam o trocadilho entre beques (zagueiros) e Uzbequistão (ex-República Soviética), bem como a “filosofia de jogo viril” do técnico Felipão, na época técnico no Uzbequistão. Já as mulheres, até mesmo as que gostam de futebol, tiveram dificuldades em perceber o que havia de jocoso na piada. E tal fenômeno, creio eu, nada tem a ver com a percepção masculina ou feminina diante de uma anedota. Entendo que deve-se mais às informações e particularidades de um esporte que, no Brasil, ainda é mais direcionado para o público masculino.

 

E dentro do campo da percepção humorística, a Folha de Paraopeba publicou na edição de janeiro, uma charge minha e alguns leitores me procuraram, alegando que não entenderam o desenho, e eu, solícito, tive de explicar de que se tratava a cena “nonsense”, carregada de humor negro:

 

Charge_Harley_Coqueiro_RIP_PIP

 

A charge acima retrata, em tese, a sepultura de uma mulher que teve implantadas as próteses de silicone mamárias da marca francesa PIP – Poly Implantes e Próteses (eis a razão dos “dois montes”…). Tais próteses foram banidas do mercado, gerando inclusive a prisão do dono da PIP, sob a alegação de utilização de silicone de baixa qualidade e o risco iminente de vazamento, que pode ocasionar sérios riscos à saúde e até levar à morte.

 

Na lápide há uma brincadeira gráfica e fonética com RIP (sigla inglesa que significa “descanse em paz”) e PIP (nome da fábrica francesa).

 

É compreensível que algumas pessoas, à primeira vista, não terem entendido a “gag” e o “espírito da coisa”, em razão das informações e sutilezas contidas na charge. Mas isso me fez cair no “sepulcro da contradição”: às vezes, se faz necessário explicar uma piada, boa ou não…

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

O [di] lema de Obama

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

 

Ficaram célebres os lemas utilizados por Barack Obama em sua campanha presidencial [“Yes, We Can” e “Change”]. Inspirados no “I have a Dream” de Martin Luther King, os marqueteiros da campanha de Obama conseguiram transformar em votos as esperanças da nação americana, traumatizada com seguidas guerras e à beira do abismo da recessão econômica.

 

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Entretanto, há uma grande diferença entre as expectativas de uma campanha eleitoral e a realidade de um governo. Tanto lá, quanto cá, durante uma campanha, tudo é barulho e espetáculo; a partir da posse, a coisa muda de figura: exigem-se habilidades para administrar egos e vaidades, na busca de êxito em algo muito maior.

 

E como nunca antes visto na história americana, os EUA tentam desesperadamente corrigir o curso de sua economia, para se evitar uma recessão iminente. Um pepino do tamanho do mundo no colo de Barack Obama, que precisa provar que “sim, ele pode fazer uma mudança” [muito além da sua mudança de residência, de Chicago para Washington DC].

 

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[Charge publicada na Folha de Paraopeba, edição de setembro de 2011]

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

A Lição Invicioneira de Steve Jobs

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

 

É bem verdade que nunca tive muita curiosidade em conhecer a biografia do executivo Jobs. Como migrante digital me interesso muito pelas tecnologias, mas não a ponto de ser um profundo conhecedor da matéria.

 

steve-jobs-apple

 

É inegável porém que mesmo quem não seja grande conhecedor de informática ou não tenha muito interesse pelo mundo da tecnologia, é capaz de associar a figura de Jobs à Apple e de Gates à Microsoft. Aliás a história de ambos se confundem coma a história das próprias empresas.

 

Nascido em São Francisco, em 24 de fevereiro de 1955, Steven Paul Jobs foi um dos maiores empresários e inovadores tecnológicos de todos os tempos. Conhecido pelo perfeccionismo e pela excentricidade, Jobs foi um visionário que revolucionou o modo de se consumir tecnologia no mundo atual.  (JB)

 

Decerto que Jobs deixa um legado exemplar de persistência e inovação que serve de exemplo para muitos. Renegar a contribuição de Jobs para a tecnologia é renegar a própria história do mundo da informática. Qualquer estudo sobre informática obrigatoriamente deverá passar pelas implementações e revoluções tecnológicas do grande mentor da Apple.

 

Devo admitir que sinto um pouco de inveja dos americanos por saberem valorizar como ninguém seus empreendedores. Enquanto aqui, nós brasileiros nos deparamos com todo tipo de entrave e burocracia, o que acaba por inibir e limitar muito o potencial das pessoas.

 

Talvez o maior legado de Jobs não seja as inovações tecnológicas proporcionadas pela Apple, mas o exemplo de persistência e coragem deixadas pelo homem Jobs. Sem sombra de dúvidas um invicioneiro nato, pois sua história é repleta de entusiasmo, paixão e pertinácia.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

O Dilema dos Laterais no Futebol Brasileiro

segunda-feira, 20 de junho de 2011

 

Você, caro leitor, se lembra de algum grande lateral (direito ou esquerdo) do time de seu coração, nos últimos tempos?

 

No meu time, o Atlético Mineiro, eu não lembro de nenhum nos últimos dez, quinze anos, que tenha brilhado no Galo. Talvez o Dedê, em 1997 e o Mancini, em 2002, que jogaram bem, mas não da forma brilhante quanto um Nelinho, Getúlio e Circuneghi, que atuaram nas décadas de 80 e anteriores.

 

Nelinho_Selecao_Invicioneiros

 

E da Seleção Brasileira? O último grande lateral que eu me lembre foi o Roberto Carlos.

 

O futebol, principalmente o brasileiro, assistiu a significativas transformações da década de 70 até agora. Embora o futebol é um esporte conservador por natureza e quase imutável, viu-se obrigado a passar por adaptações, na busca por esquemas táticos vencedores e inovadores (vide o Carrossel Holandês de 74).

 

Até a década de 70, início de 80, com a predominância do esquema 4-3-3, utilizavam-se os atacantes pontas, na direita e na esquerda do ataque. Os laterais, até então, eram jogadores que priorizavam a marcação, ajudando o miolo de zaga a conter as investidas dos pontas e do centroavante.

 

A partir de meados da década de 80 em diante, por causa do esquema 4-4-2, os times passam a utilizar apenas dois atacantes. As equipes, estrategicamente, já não ousam mais a jogar aberto com dois pontas, por causa do congestionamento no meio de campo, que além de propiciar solidez no sistema defensivo, trunca o meio de campo, forçando o time adversário ao erro. Daí surge a importância do novo lateral, que além de marcar, tem de ter técnica e fôlego suficientes para apoiar o ataque, com jogadas de “dois-um” e cruzamentos da linha de fundo, ao estilo dos antigos pontas (que outrora marcavam). O novo lateral, com o esquema 4-4-2, propicia abrir o jogo para as laterais do campo, sendo uma alternativa ofensiva, sem sobrecarregar o sistema defensivo, compensando as funções dos antigos pontas, tidos como arcaicos. O futebol perde um pouco do encanto, mas ganha em competitividade e resultados.

 

Na minha opinião é a posição mais exigida no futebol contemporâneo. O atleta tem que estar 100% técnica, física e psicologicamente. O lateral moderno tem de marcar bem, desarmando, ajudando a defesa; no ataque, tem de ser veloz, raciocinar rápido, chegar na linha de fundo e ter um ótimo cruzamento; e ainda voltar rápido para recompor a defesa, ufa! Uma função sobre-humana. E o pior: joga ao lado do alambrado, ao lado de sua torcida e do técnico, dependendo do tempo. Não há como fugir,  jogando no centro ou invertendo lado. Se no segundo toque na bola, errar o passe, a sua própria torcida se impacienta e afunda o jogador em seu inferno astral. E isso ocorre em todo os times, pequenos, médios ou grandes.

 

Os técnicos de futebol, atentos ao desgaste dos laterais, deslocam os volantes para cobrirem a descida do lateral (quando “desce”, o do outro lado fica) e delimitam o momento exato de realizar as suas Blitze sobre a defesa adversária, de acordo com as condições físicas dos laterais.

 

Mas se conseguir ter confiança o bastante em seu futebol, o lateral é praticamente meio time. Grandes laterais tornaram-se, ainda no fim da carreira, em grandes armadores no meio de campo: Júnior (ex-Flamengo), Paulo César Bayer (Atlético-PR), Felipe (Vasco), são poucos mas significativos exemplos.

 

Se a preparação de goleiros no futebol brasileiro tem um grau de excelência digno de ISO 9000, é preciso que os clubes, desde a base, tenham uma atenção ainda maior com os laterais em potencial, pela sua importância no futebol atual.

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

Não é só uma história, é um exemplo de vida

quinta-feira, 24 de março de 2011

 

“A História tem demonstrado que os mais notáveis vencedores normalmente encontraram obstáculos dolorosos antes de triunfarem. Eles venceram porque se recusaram a se tornarem desencorajados por suas derrotas.” (B. C. Forbes)

 vencedor

 

Às vezes por nos preocupar demais com o que os outros vão pensar, acabamos por não fazer aquilo que gostaríamos e aí deixamos de ser protagonistas da nossa  história, para ser coadjuvante na história de outros.

 

Hoje serei coadjuvante, mas terei prazer em sê-lo.

 

No primeiro post, depois que resolvi mudar o direcionamento dos meus assuntos, contarei pra vocês a história de uma amigo de adolescência, um exemplo de vida que acho digno de registro. Alguns detalhes da história e os nomes são fictícios, para proteger a privacidade dos personagens.

 

A vida acaba nos pregando uma peças interessantes, muitas vezes não conseguimos explicar o por que de certas coisas acontecerem na nossa vida. Durante um jantar recente em minha casa, disse ao amigo Sandro que sua história daria um livro. Longe de mim querer escrever uma biografia do ilustre amigo, não tenho competência pra isso, resumirei a história nesse post.

 

Sandro é o filho do meio uma família de cinco filhos, tipicamente interiorana. Seu pai e sua mãe, sempre lutaram muito para conseguirem criar a família, já que os recursos financeiros sempre foram muito escassos, não bastassem todos os problemas, seu pai sofria de chaguismo, e, por causa disso, teve que se aposentar prematuramente por invalidez.

 

Mas esse não não era o único problema do pai, o alcoolismo constante, era o pior dos males. Nunca maltratou os filhos, mas também nunca se dedicou totalmente a eles. Como quase todo alcoólatra que conheço, quando estava sóbrio, Seu Juvenal era uma pessoa formidável, mas a embriaguez transformava completamente sua personalidade, tornando a convivência dentro do lar insuportável.  A mãe, além dos afazeres domésticos, ainda fazia bicos, fazendo faxina e lavando roupas em casas de família,  para complementar a renda familiar.

 

Sandro também teve que começar a trabalhar muito cedo para ajudar na renda da casa, por isso perdeu parte de sua infância, isso num tempo em que crianças podiam trabalhar. Começou como ajudante de pedreiro,  tarefa que lhe custou muitos calos nas mãos, algo não muito comum na vida de uma criança.

 

A maior frustração de Sandro foi a de nunca ter tido um natal em família, como é tradição no interior mineiro, o constante estado de embriaguez do pai, ruía qualquer tentativa de uma reunião familiar no período natalino.

 

A situação financeira da família, que já era inquietante, começou a piorar quando o pai, já debilitado pela doença de Chagas e depois de mais uma overdose de bebida, veio a falecer, deixando toda família em situação ainda pior, já que não podiam mais contar com o arrimo da família.

 

Sandro decide que é hora de mudar e procurar um emprego que lhe permitisse complementar de forma mais efetiva os rendimentos da família, depois de muito insistir conseguiu emprego como embalador em uma mercearia da cidade, onde finalmente poderia receber o tão sonhado salário mínimo. Feliz por finalmente trabalhar em um emprego de carteira assinada, Sandro via a sorte da família começar a mudar. Foi nesse emprego que Sandro, um amante da dança, acabou conhecendo seus amigos, que futuramente formariam um grupo de dança. Sim, Sandro era fã de carteirinha de Michael Jackson, e passava o pouco tempo livre, estudando os passos do ídolo, quando podia  ver algum clipe, na televisão da casa de alguém, pois as condições financeiras da família não lhe permitia esse luxo.

 

Sandro tinha como passatempo favorito a dança, por isso junto com os amigos da mercearia, decide criar um grupo de dança para se apresentarem no festival de dança da cidade, e onde oportunamente fossem convidados. A dança lhe trouxe fama na cidade, mas nunca lhe deu um centavo sequer. Tentou inutilmente ser artista, mas sua veia comercial falou mais alto.

 

Toda esse esforço custou a Sandro, a interrupção de seus estudos ainda no ginásio. Tinha que escolher entre estudar e ver a família passando dificuldades, ou trabalhar incessantemente para diminuir um pouco aquele sofrimento.

 

Tudo ia relativamente bem até que o patrão decide demitir alguns funcionários alegando contenção de custos. Sim! Sandro estava entre eles…

 

Cansado de dar com a cara na porta de muitas empresas, Sandro via a situação da família piorar novamente, quando seu irmão Carlos, seguindo o mau exemplo do pai, também veio a falecer vítima do alcoolismo.

 

Sandro tentou, por inúmeras vezes, porém sem sucesso, se empregar na maior empresa da cidade, que era uma fábrica de tecidos. A situação já estava ficando desesperadora e sem saber mais o que fazer para diminuir um pouco o sofrimento da mãe que trabalhava dia e noite para manter as contas do lar, Sandro resolve pedir socorro à sua vizinha que trabalhava como sacoleira e vendia de roupas de porta em porta. Sandro então passa a vender roupas, indo de casa em casa. Não ganhava muito, mas pelo menos já dava para complementar um pouco o orçamento familiar. Nessa época eu trabalhava na loja de discos do meu pai e Sandro era sempre minha companhia no pão com mortadela da tarde. Vendo o esforço do amigo para a venda de peças, sempre que podia, eu acabava adquirindo um camisa, mesmo não precisando, era uma forma de contribuir.

 

Foi durante sua labutagem e correria, rodando toda a cidade vendendo roupas que Sandro conheceu Aline, uma jovem educada, morena de olhos verdes cintilantes, que logo fisgou o coração de Sandro. Por uma dessas obras do destino, essa jovem menina trabalhava como caixa na mercearia que Sandro acabara de ser demitido. Sandro, mesmo não sendo um primor de beleza externa, possuía lá seus atributos e estava disposto a lutar pelo amor de Aline. No natal Sandro me procurou, disse que precisa comprar um presente para Aline, não sabia o quê, só sabia que os recursos eram parcos. Sugeri a Sandro que comprasse um cartão, é uma coisa simples, mas que toca qualquer coração. Na época, um modelito de cartão inspirado nos cartão de crédito, era matador. Não deu outra a morena era sua…

 

Depois de algum tempo nessa labuta de sacoleiro, veio o acontecimento que mudaria a vida de Sandro. A filial de uma grande empresa de materiais de construção se instalaria na cidade e Sandro logo procurou os responsáveis pela contratação dos funcionários para tentar uma vaga entre os selecionados, a sorte de Sandro finalmente parecia mudar…

 

Sandro finalmente é chamado para trabalhar na empresa de materiais de construção, sua vida definitivamente deu uma guinada. Não recebia um salário fenomenal, mas daria para manter a nova família, já que Sandro decidiu se casar com morena de olhos verdes cintilantes. Com ambos trabalhando incessantemente, conseguiram erguer uma casa, que mesmo inacabada, seria o repouso dos dias de labuta.

 

Tudo ia bem na empresa de materiais de construção e Sandro se mostrava um brilhante vendedor, tinha uma habilidade impressionante de cativar os clientes e por mais que os outros vendedores se esforçassem, nenhum cliente queria ser atendido por outro que não fosse Sandro.

 

Isso acabou gerando um mal estar na empresa, já que o gerente, vendo que Sandro vendia uma quantidade infinitamente maior do que os outros funcionários, sempre recebia reclamações dos demais funcionários, dizendo que Sandro atrapalhava o trabalho deles. Sandro se sentindo um peixe fora d’água, e muito mal diante daquela situação, resolve procurar o proprietário da concorrente na cidade, e esse, já sabendo da habilidade e sucesso de vendas de Sandro, não pensou duas vezes para contratá-lo.

 

Sandro mergulha de cabeça no novo emprego, como recebia o salário, mais comissão, ano após ano, ele batia o recorde de vendas na empresa, anos-luz à frente do segundo colocado.

 

Finalmente Sandro estava estabilizado no emprego e recebia um salário que finalmente lhe proporcionou adquirir um carro, um Chevette 94, que andava sempre impecável.

 

Mas novamente o sucesso de Sandro começa a incomodar os demais vendedores, e, principalmente, sua gerente, que temendo o perder o cargo por causa desse sucesso, começa a espezinhar a vida de Sandro. Incomodado com a situação, Sandro me procura, relata o martírio vivido e diz que está querendo abrir o próprio negócio.

 

Me disse que tinha uma ideia para montar o negócio e me consultou para saber o que achava. Lembro perfeitamente de ter dito a ele que achava que ele deveria continuar no mesmo ramo, mesmo com todas as dificuldades e falta de recurso para montar um negócio próprio, era aquele ramo que ele estava acostumado a lidar, portanto o ideal seria montar algo no gênero, disse a ele para ficar despreocupado, todos os seus clientes o seguiriam. Mesmo com todas as dificuldades, Sandro decide montar o próprio negócio, tendo como sócio o companheiro que conhecera no restaurante onde quase sempre almoçava, quando solteiro.

 

Sim, Sandro venceu! Sua loja é um sucesso e mesmo sendo proprietário, Sandro nunca pôde simplesmente gerenciar, seu carisma faz com ele continue vendedor, pois seus clientes exigem isso. Não duvidem! Sandro consegue vender geladeira para esquimó.

 

Sandro tem uma família maravilhosa, suas filhas são lindas e sua esposa já não precisa mais trabalhar para contribuir com o rendimento da família. Sandro tem um bom rendimento, uma boa casa, tem um carro. Não um carro qualquer, um carrão importado. Mesmo com todo esse sucesso, Sandro nunca deixou de ser aquela pessoa humilde que conheci no início da minha adolescência, sim, ele merece como ninguém ter o sucesso que tem hoje, e eu me orgulho muito de ter podido acompanhar e ainda estar acompanhando sua trajetória de sucesso.

 

São exemplos de vida como esse que nos fazem acreditar na essência do indivíduo. No indivíduo que luta, que supera os obstáculos. Uma história de sobrevivência e de superação, de quem não perde a esperança de uma vida melhor, uma história real, que tinha tudo pra dar errado e deu certo. Sandro poderia viver uma vida de lamúrias ou simplesmente colocar a culpa no destino pelos infortúnios da sua vida, mas decidiu que seria protagonista da sua história.

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

Vai mudar, tá mudando, já mudou

segunda-feira, 21 de março de 2011

 

Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida. (Fernando Pessoa)

 

Imagem01 Mar. 21

Foto: Yuri Edmundo

 

Sabem aquele história de nicho de blogs? Pois é, nunca fui muito afeito a isso, dizem por aí, os entendidos em monetização, que parte do segredo de sucesso de um blog está justamente na sua linha de raciocínio, ou seja, o blogueiro precisa conhecer o quê e para quem está escrevendo.

 

Houve um tempo em que me interessei muito pela monetização do blog, quase fiquei paranóico estudando sobre SEO e demais ferramentas. Mas informo a todos que fracassei miseravelmente.

 

Minha vida blogueira começou efetivamente com o blog Tutor Unopar, que hoje não existe mais. Quando decidi que queria criar um blog, não tinha a menor noção de qual nicho enfiar aquela “belezura”, intimamente estava decidido, queria ser blogueiro.

 

Decidi que falaria sobre uma das minhas ocupações profissionais, por isso o nome veio depois do blog criado, sabia o que teria, sabia o quê, mas não sabia como fazer, devo à Juliana Sardinha, do Dicas Blogger, o pouco do que aprendi sobre configuração de blogs.

 

O tempo passou, o Tutor Unopar hoje repousa nos braços de Morfeu e meu intento foi sepultado junto com ele.

 

Foi aí que surgiu o Os Invicioneiros, que custou muitos dias de pesquisas, minha e do companheiro Harley Coqueiro, que já era companheiro no Tutor Unopar. Após alguns dias convidamos o professor The EDN, para fazer parte do nosso casting, por algum tempo também, a jovem Ana Karenina abrilhantou esse espaço.

 

Meus companheiros aqui desse espaço podem confirmar que nunca disse a eles qual era o direcionamento do blog, muito embora eu tenha percebido que eu tinha uma certa queda para os assuntos relacionados à blogosfera e as redes sociais.

 

A vantagem de se ter um blog de assuntos itinerantes é essa, você não fica preso às amarras do nicho e tem total liberdade de divagar sobre os mais diversos assuntos. Por isso está decidido que não falarei mais sobre blogosfera e redes sociais. Peço aos nobres leitores desse espaço, que já se acostumaram com minhas opiniões sobre esses temas, minhas sinceras desculpas, mas esses assuntos não me apetecem mais, pela blogosfera vocês encontrarão pessoas muito mais capacitadas do que eu que abordam esses temas.

 

Devo a revista Seleções, e a minha digníssima esposa, a inspiração dos assuntos que a partir de agora permearão meus posts. Posts esses que vocês terão acesso ainda em meados dessa semana, já tenho alguns assuntos em mente.

 

Nada contra os assuntos sobre a blogosfera ou redes sociais, muito menos contra quem bloga por dinheiro, pelo contrário, méritos para os que encontraram como ser remunerados nesse tarefa, têm mais é que se esbaldar, mas, para mim,  pelos menos por enquanto, blogs são apenas mais uma forma de entretenimento.

 

Assim sendo, achei por bem, informar à todos os frequentadores desse espaço, sobre essa pequena, mas significativa mudança. Espero, sinceramente que muitos de vocês me acompanhem nos assuntos que a partir de agora passarão a nortear meus posts.

 

Informo ainda que os Colaboradores Harley Coqueiro e The EDN continuarão a ter a liberdade que sempre tiveram, para escreverem sobre o que bem entenderem.

 

Sobre o tema: Vamos mudar de assunto?

 

Sobre o Autor:
José Márcio

José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.Tem opinião e assume os riscos Saudosista dos anos 80. E palpiteiro inveterado. Me Siga no Twitter [@jmpsousa].

Urna Eletrônica Parlamentarista

terça-feira, 5 de outubro de 2010

 

urna-eletronica 

A urna eletrônica brasileira é um assombro tecnológico, o que vem honrar o maior modelo de democracia do planeta. Pena que é parlamentarista...

 

Calma! Eu explico: sempre quando eu vou votar, o primeiro cargo que me vem à cabeça é o do poder executivo, quer nas eleições nas esferas federal e estadual (presidente e governador), quer nas eleições municipais (prefeito).

 

Nestas eleições, por exemplo, saí de casa com a famigerada “cola”, pensando em votar primeiramente para presidente e governador, para depois nos dois senadores e nos deputados federais e estaduais. No entanto, a urna, generosamente, abriu a sua tela com o painel de cinco quadrinhos para digitação do número do deputado estadual; depois os quatro para deputado federal e, diminuindo-se os quadrinhos, até chegar aos dois últimos do cargo de presidente.

 

E não estou só: todas as pessoas que eu converso a respeito, concordam plenamente: votar primeiramente em cargos executivos. A explicação talvez seja pelo fato de termos um sistema de governo presidencialista, que tende a “valorizar” os cargos executivos, o que certamente herdamos desde a proclamação da República. Então temos uma urna parlamentarista num sistema presidencialista, programada com uma ordem de votação inversa ao que o povo esperava dela.

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou a Resolução nº 22.995/08, estabelecendo que a urna exibirá ao eleitor, primeiramente, os painéis de votação referentes às eleições proporcionais, na seguinte ordem: deputado estadual ou distrital, deputado federal; depois os painéis relativos às eleições majoritárias, na seguinte ordem: senador primeira vaga, senador segunda vaga, governador e presidente da República.

 

Segundo o TSE, tal ordem busca preservar a lógica de que, inicialmente, o eleitor deve votar no candidato de “menor cargo” em disputa nas eleições proporcionais (no caso, deputado estadual ou distrital), e seguir até o maior cargo das eleições majoritárias, no caso o de presidente da República.

 

Sinceramente, não vejo muita lógica nisso e acredito que tenha mais a ver com o programa para a computação dos votos ou uma estratégia para se diminuir o número de votos brancos e nulos para os cargos legislativos. Talvez uma ou ambas as premissas anteriores expliquem o fato do procedimento de se iniciar a votação na urna eletrônica, abrindo-se a tela com mais quadrinhos e diminuindo-se até chegar aos dois últimos quadrinhos.

 

Cabe aqui assinalar a observação do consultor político Rogério Schmitt :

 

A legislação eleitoral passou a determinar a própria ordem de votação para os diferentes cargos em disputa. Os votos dados em primeiro lugar são sempre para os cargos legislativos (deputados, senadores ou vereadores), enquanto que os votos para cargos executivos (governador, presidente ou prefeito) vêm sempre por último. Como a lei eleitoral foi redigida pelos próprios congressistas, era natural que eles dessem prioridade a si próprios.


Essa disposição – aparentemente tão simples – reduziu drasticamente as taxas de votos inválidos nas eleições legislativas. No caso da Câmara dos Deputados, por exemplo, os votos nulos e em branco caíram para menos da metade entre as eleições anteriores à universalização da urna eletrônica e as eleições subsequentes.


Por outro lado, os candidatos a cargos legislativos ainda são os últimos candidatos escolhidos pelos eleitores ao longo da campanha. Historicamente, escolhemos primeiro o candidato a prefeito do que o candidato a vereador. O candidato a governador antes do candidato a deputado estadual. E o candidato a presidente antes do candidato a deputado federal. Muitos de nós deixamos para a semana ou até para o dia da eleição a decisão de quem vai nos representar no Poder Legislativo. ”

 

Conclui-se que a ordem atual de escolha na urna eletrônica ditada pelo TSE, visa “um melhor aproveitamento” dos votos legislativos, aumentando o número de votos válidos nas eleições proporcionais.

 

Por outro lado, encontra-se no Senado o Projeto de Lei (PL nº 7.522/2010) que objetiva alterar a ordem de votação. E como quase toda a legislação eleitoral, não há avanços: o objetivo é alterar a ordem de escolha dos deputados, que passaria a ser de deputado federal antes do deputado estadual. Ou seja, os deputados federais puxando a brasa para as suas sardinhas, o que confirma a minha tese de “urna parlamentarista”.

 

Tal projeto acabou criando um certo mal estar: o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, com o receio de que tal lei pudesse ser sancionada para vigorar já nas eleições deste ano, recomendou ao Senado a sua não aprovação.

 

Segundo Lewandowski, o TSE precisaria mudar três “softwares” distintos para se adequar à nova regra: o de votação, o de totalização e o de divulgação. Isso implicaria na renovação de toda a fase de testes e simulados indispensáveis à segurança do sistema eletrônico de votação, o que demandaria gastos públicos e atraso significativo no cronograma de programação das atuais 400 mil urnas para as Eleições 2010 em todo o território nacional.

 

O presidente do TSE pelo menos foi razoável: a aprovação e aplicação da mencionada lei para as eleições deste ano serviria apenas para gerar mais confusão, tal qual foi a da aplicação da “Lei da Ficha Limpa” para as Eleições 2010 e a do “sepultamento” do título eleitoral.

 

Claro que não tenho pretensões de coletar milhões de assinaturas para se alterar a ordem do painel de votações das urnas eletrônicas. Apenas acho que os tecnocratas de plantão nunca gostaram de simplificar as coisas para a maioria da população.

 

Então: viva a nossa urna eletrônica parlamentarista!

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, torcedor do Galo, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

Garotos mal-educados

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Penso hoje na polêmica provocada pelas recentes reações do jogador Neymar do Santos, considerado um projeto de craque por muitos. Tenho idade suficiente para ter visto no futebol muitos projetos de craques. Muitos deles não passam disso…

 

 

 

Não partilho da máxima que todo bom jogador de futebol tem que ser, antes de mais nada, um homem correto. Por mais polêmico que isso possa ser, a vida nos traz uma infinidade de exemplos de craques — e não só do futebol — que são verdadeiros problemas (com o perdão da palavra chula, mas nas terras cedrenses são chamados de “paus-de-bosta”, o que é uma ótima definição).

 

 

 

Mas o desabafo da imprensa, de alguns técnicos, como o Renê Simões, Mano Meneses e Dorival Júnior, dos próprios colegas do Santos e da opinião pública em geral forçou o jovem Neymar a se desculpar. Para mim, não foram convincentes as suas desculpas, mas sim convenientes.

 

 

 

Neymar faz parte de uma geração de garotos mal-educados com os quais convivo há muitos anos e, parte do meu papel profissional, é educá-los enquanto cidadãos. Tento fazer isso da melhor maneira possível, mas percebo que a cada ano isso se torna mais difícil. Tento encontrar respostas para isso, imaginando se a causa estaria em mim, pela diferença de gerações, entre outras coisas. No entanto, esse sentimento de culpa vai embora quando constato que tratar bem as pessoas, com respeito e consideração, é algo que não deve mudar nunca, não importa qual seja a geração.

 

 

 

Para esse pequeno texto publicado, deixo aqui minha singela opinião de que o jovem Neymar deveria de fato ser punido de forma exemplar por todos aqueles que lhe querem bem. Por mais paradoxal que isso possa parecer, acredito que o conceito de limite que, provavelmente ele não recebeu ao longo de sua vida possa ser dado neste momento de uma maneira tal que ele possa perceber a importância que tem enquanto figura pública e o mau exemplo que está deixando para milhares de jovens em todo o Brasil, que sonham em seguir o mesmo caminho que ele.

 

 

 

dracena  Neymar

Ficha Limpa, Mãos Sujas

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

 

dirtyhandsMP 

A Lei Complementar nº 135/2010 (Lei Ficha Limpa) proíbe a candidatura de pessoas condenadas por órgãos colegiados da Justiça. A proposta foi sancionada na íntegra pelo presidente Lula e é resultado de um projeto de iniciativa popular apresentado na Câmara dos Deputados em setembro do ano passado, subscritado por mais de 1,3 milhão de assinaturas.

 

Alguns movimentos sociais e a mídia em geral têm enaltecido a Lei Ficha Limpa, como se fosse a purgação de todos os pecados da política brasileira. Ocorre que na sua aplicação, porém,  além de violar o sagrado princípio da presunção da inocência da pessoa humana, a lei lembra o processo neofascista de “caça às bruxas” da ditadura militar, que também estabeleceu a cassação dos direitos políticos pela "vida pregressa". Resta a dúvida: se pessoas com "ficha suja" não podem se candidatar, porquê as mesmas poderiam votar?

 

As intenções são boas, os seus efeitos é que foram pouco pensados pelos puritanos de plantão. Pouca gente tem tido coragem de advertir sobre os riscos e ameaças encrustrados nesta lei que, em nome da moralização da política, pretende proibir que políticos condenados (em segunda instância) concorram a um mandato eletivo, pisoteando em princípios constitucionais duramente conquistados.

 

A primeira ameaça ronda o artigo 5° da Constituição Federal, que aborda os direitos fundamentais e afirma que “ninguém será condenado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

 

O Professor de Direito Penal da UFMG, Dr. Túlio Vianna, já vaticinava em seu blog, ainda quando da tramitação do projeto no Congresso:

 

“Se o tal projeto Ficha Limpa for aprovado, o que vai ter de político sendo processado criminalmente só para ser tornado inelegível… Achei que o art.5º LVII exigisse trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Deve ser só na minha Constituição. Se o ‘ficha limpa’ não fere a presunção de inocência, é pior ainda, pois vão tolher a exigibilidade do cidadão mesmo sendo inocente. ‘Êh argumento jurídico bão: nós continuamos te considerando inocente, mas não vamos te deixar candidatar mesmo assim! Que beleza!’ Ou o cara é presumido inocente ou é presumido culpado. Não tem meio termo. Se é presumido inocente, não pode ter qualquer direito tolhido”.

 

Na mesma linha de raciocínio, o jornalista e ex-parlamentar Marcos Rolim também alerta para o fato de que o princípio da presunção da inocência é uma das garantias basilares do Estado Democrático de Direito e que o quê a Lei Ficha Limpa estabeleceu é o “princípio de presunção de culpa”.

 

Além disso, Rolim relembra que a ideia de ficha limpa não é nova e já foi apresentada no Brasil, durante a ditadura militar:

 

“Foi a ditadura militar que, com a Emenda Constitucional nº 1 e a Lei Complementar nº 5, estabeleceu a cassação dos direitos políticos e a inelegibilidade por ‘vida pregressa’; vale dizer: sem sentença condenatória com trânsito em julgado”.

 

E o jornalista Rolim vai mais além e ironiza: se a lei pegar, daqui a pouco será aplicada também aos eleitores:

 

“Se pessoas com ‘ficha suja’ não podem se candidatar, porquê as mesmas poderiam votar? Nos EUA, condenados perdem em definitivo o direito de votar, o que tem sido muito conveniente para excluir do processo democrático milhões de pobres e negros, lá como aqui, ‘opções preferenciais’ do Direito Penal. E a imprensa? Condenações em segunda instância assinalarão uma ‘mídia ficha suja’ no Brasil?”

 

Mas talvez a ameaça mais grave, e menos visível num primeiro momento, é que a Lei Ficha Limpa esconde um outro propósito tão obscuro e nefasto quanto interferir no princípio constitucional da presunção de inocência: é um instrumento poderoso para se eliminar desafetos políticos.

 

E não é preciso ir muito longe para ver que isso, lamentavelmente, já saiu da retórica para a prática. Basta, por exemplo, o Ministério Público não ter simpatia por certo político, para daí ajuizar temerárias ações civis públicas, uma após a outra, para assim tentar, por via oblíqua, “sujar a ficha” do candidato em potencial, e assim beneficiar politicamente outros candidatos mais “simpáticos”. Isto é democracia? Lógico que não!

 

É sintomático que o debate sobre a “ficha limpa” apareceu divorciado do tema da reforma política, eternamente protelada e engavetada. As propostas de uma mudança na legislação eleitoral e o financiamento de campanhas não obtém, convenientemente, o mesmo alto grau de consenso e mobilização. Vale a pena lembrar de uma observação feita pelo filósofo esloveno Slavoj Zizek, acerca do papel da moralidade na política. Ele analisa o caso italiano, onde a midiática operação “Mãos Limpas” promoveu uma devassa na classe política da Itália. E qual foi o resultado? Zizek comenta em seu livro “Às Portas da Revolução”:

 

“Sua vitória (de Berlusconi) é uma lição deprimente sobre o papel da moralidade na política: o supremo desfecho da grande catarse moral-política – a campanha anticorrupção das mãos limpas que, uma década atrás, arruinou a democracia cristã, e com ela a polarização ideológica entre democratas cristãos e comunistas que dominou a política italiana no pós-guerra – é Berlusconi no poder. É algo como Rupert Murdoch vencer uma eleição na Grã-Bretanha: um movimento político gerenciado como empresa de publicidade e negócios. A ‘Forza Itália’ de Berlusconi não é mais um partido político, mas sim – como o nome indica – uma espécie de torcida”.

 

A eleição de políticos de “tipo Berlusconi” mostra outra fragilidade da norma legal. O jornalista Marcos Rolim adverte:

 

“Muitos dos corruptos brasileiros possuem ‘ficha limpa’ – especialmente os mais espertos, que não deixam rastros ou que têm amigos influentes. Por outro lado, uma lei do tipo na África do Sul não teria permitido a eleição de Nelson Mandela, cuja ‘ficha suja’ envolvia condenação por ‘terrorismo’. Várias lideranças sindicais brasileiras possuem condenações em segunda instância por ‘crimes’ que envolveram participação em greves ou em lutas populares. Devemos impedir que se candidatem?”

 

Marco Aurélio Weissheimer, editor-chefe da Carta Maior, observou bem:

 

“Agora mesmo, cabe lembrar, no Rio Grande do Sul e em São Paulo, lideranças sindicais estão sofrendo condenações por protestos realizados contra os governos dos respectivos estados. Já não estão mais com sua ficha limpa. Os governantes dos dois estados, ao contrário, acusados de envolvimento em esquemas de corrupção, de autoritarismo e de sucateamento dos serviços públicos seguem com a ficha limpíssima. É este o caminho? Uma aberração político-jurídica vai melhorar nossa democracia?”.

 

Na visão do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, recursos jurídicos contra a Lei Ficha Limpa, como o do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), já eram previsíveis. O senador piauiense teve os efeitos da Ficha Limpa anulados pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Com os vícios de constitucionalidade contaminando a Lei Ficha Limpa, a norma servirá apenas para desgastar ainda mais o Judiciário Brasileiro e a Classe Política.

 

Ressalta-se que não há aqui apologia alguma ao descumprimento da Lei Ficha Limpa. Entretanto lamenta-se o fato de que foi perdida uma grande chance de se promover uma ampla reforma política no Brasil, bem mais eficiente e leal.

 

Ademais, ainda há esperança - cabe aos eleitores o poder maior: o voto consciente. À Justiça Eleitoral, compete fiscalizar, com mãos limpas  e coração puro, o pleito eleitoral!

 

Sobre o Autor:
Harley Coqueiro

Harley Coqueiro - um cara da paz, iluminista, torcedor do Galo, evangélico não fundamentalista, pai do Ulisses e do Dante. Já desenhou charges, escreveu poemas e compôs canções gospel. Tem como pecados, gostar em excesso de rock'n'roll, filmes e comida!

Os 5 maiores inimigos dos quadrinhos

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Desviando o foco dos meus últimos posts em “Os Invicioneiros”, resolvi trazer aos leitores uma lista daqueles que considero os 5 maiores inimigos dos quadrinhos e dos desenhos animados. A ideia surgiu nesta terça-feira, depois de uma conversa que, meio sem querer querendo, como diz o Chaves, ouvi de dois adolescentes, alunos meus.

 

Mais uma vez, evidentemente, a lista a seguir é puramente subjetiva e deixa margem a discussões e sugestões. Entretanto, é inegável o fortíssimo antagonismo entre os personagens abaixo.

 

Leiam e vejam se concordam:

 

Lex Luthor

Sem dúvida alguma, Lex Luthor é o pior inimigo que não apenas o Super-Homem poderia ter, mas aquele que nem o seu alter ego Clark Kent imaginaria. Luthor é um tremendo vilão que, na verdade, acha que é um herói da humanidade, salvando a Terra do terrível alienígena Kal-El, o “filho das estrelas” no idioma kriptoniano. Mesmo sendo humano e desprovido de maiores poderes, sua incrível inteligência e falta absoluta de princípios o torna o maior pesadelo do Super-Homem.

 

Lex_Luthor


Coringa

O Coringa (em inglês: Joker) é o arqui-inimigo de Batman. É um psicopata que aparece como o assassino dos pais de Bruce Wayne, além de causar grandes problemas na vida do Batman, matando também o inseparável companheiro Robin (sem outras conotações, para aqueles leitores de mente mais suja). É um dos mais populares vilões dos quadrinhos, seja pela figura pitoresca e espalhafatosa do palhaço de riso constante, seja pelas maldades que é capaz de cometer, infernizando Gotham City e a vida do pobre Homem-Morcego. O grande paradoxo entre Batman e o Coringa é que o amargurado Homem-Morcego não consegue lidar bem com suas angústias e perdas, enquanto o Coringa é capaz de sorrir mesmo diante das inúmeras derrotas que a vida lhe traz. Dono de uma inteligência privilegiada, o Coringa é indubitavelmente um dos maiores vilões dos quadrinhos.



coringa1


Magneto

Com ideologias opostas às do Professor Xavier, Magneto (Erik Magnus Lehnsherr, mas que nasceu como Max Eisenhardt) prefere ser um mutante terrorista lutando contra os homens comuns, ao contrário de Xavier que sonha com um mundo em que mutantes e humanos normais convivam harmonicamente. Magneto possui enormes poderes magnéticos, que o possibilitam controlar todo tipo de metal, inclusive o Adamantium (metal fictício criado pela Marvel Comics, que, supostamente, seria o mais duro e resistente que existe no universo). Possui também um capacete que o protege contra ataques psiônicos, impedindo, por exemplo, que seja controlado pelo Professor Charles Xavier o qual, por sua vez, sempre enfrenta grandes dificuldades contra seu maior inimigo. O interessante é que Xavier e Magneto foram amicíssimos no passado de ambos, mas, por terem ideias adversas em relação a mutantes e humanos, acabaram se tornando grandes inimigos.

Magneto


Duende Verde

Na hora de pensar qual seria o maior inimigo do Homem-Aranha, hesitei entre o Duende Verde e o Doutor Octopus. Mas foi por pouco tempo. Na verdade, o alter ego de Norman Osborne é muito pior que o Octopus, pois seus interesses sempre foram desprovidos de quaisquer princípios éticos. Como a grande maioria dos vilões famosos, é extremamente inteligente. O Duende Verde original veio da mutação provocada por substâncias químicas que o cientista Norman Osborn, dono da bilionária Oscorp, injetou em si próprio, atribuindo-lhe grande força e resistência, mas, ao mesmo tempo, tornando-o piradinho da silva. Além disso, usava diversas armas, principalmente explosivas e locomovia-se em uma prancha voadora. O Duende Verde quase destruiu o Homem-Aranha, ao descobrir a identidade secreta do mesmo, o confuso fotógrafo Peter Parker. Na maioria das vezes, atacava o Homem-Aranha aterrorizando seus parentes, amigos e namoradas. Houve várias versões do Duende Verde (inclusive uma com o filho de Norman, Harry Osborne, que era um grande amigo de Peter Parker).

DuendeVerde


O Esqueleto

Saindo do universo DC Comics e Marvel Comics, trago o Esqueleto (Skeletor no original em inglês), o grande rival do He-Man. Ele é o mestre do mal de Etérnia que, em sua obsessão pelo poder, tenta de todas as formas dominar o castelo de Grayskull, que é a sede do poder do bem em Etérnia. Uma bizarra combinação de cara de caveira com um corpo físico, o terrível Esqueleto vive na Montanha da Serpente, lugar que tem uma cachoeira e uma enorme serpente esculpida em toda sua volta. É da Montanha da Serpente que o maldoso Esqueleto comanda as mais variadas formas de criaturas do mal na tentativa de derrotar o He-Man e seus amigos para dominar o resto do planeta. É sem dúvida um dos mais conhecidos personagens vilões dos desenhos animados.


Esqueleto

Sobre o Autor:
The EDN

The EDN - sou industriário, trabalho há 27 anos na Cedro (indústria têxtil centenária de Caetanópolis, MG) e atuo como professor há 24 anos em escolas particulares e públicas